Este é um espaço para partilha e discussão de ideias.
Local de "encontro" para opinar sobre o que acontece, o que se projecta para o futuro nesta freguesia de TELHADO.
Sem medo, aberta e de forma verdadeira vamos expôr o nosso pensamento.
SERÁ UM MEIO DE DIVULGAÇÃO DE TUDO O QUE DIGA RESPEITO, DIRECTA E INDIRECTAMENTE A TELHADO.
Se desejar algum esclarecimento envie email para: ntsilva_50@hotmail.com
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
RUA DA IGREJA: O CAMINHO DA DISCÓRDIA???
Em tempos muito recentes veio publicado nos jornais do concelho notícias sobre a Rua da Igreja em Telhado.... Reclamava-se que não passava uma ambulância devido ao péssimo estado. Essa é uma realidade. Rua da Igreja? Curioso. Mas não é a própria Igreja (Fábrica da Igreja) que não autoriza o alargamento? Da parte da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Telhado, Portela e Vale S. Cosme soube que estão cansados de esperar. Afinal não deveria a Igreja ser colaborante? AA Diocese de Braga ainda não autorizou? Talvez para o próximo Verão... Depois de mais umas reportagens no jornal! ou até de acontecer uma tragédia? O avanço de Telhado está sempre dependente daqueles que querem sempre tudo na mesma. Segundo informações, foi exigido o pagamento de 36,00 o m2.
Muitos proprietários de Telhado deram, sublinho, deram o terreno para que os caminhos fossem alargados e assim outros moradores fossem beneficiados. Sem nunca esquecer que os próprios também são beneficiados. Não será verdade que uma propriedade com uma rua pavimentada valoriza? E não devemos contribuir para o bem comum?
Para quem quiser ser isento, vá ao local e aprecie diversos erros que foram feitos no passado e que agora não podem ser corrigidos. Dou exemplo:
Implantação do salão quase em cima da rua... Todos sabiam que mais cedo ou mais tarde a actual Rua da Igreja teria que ser alargada;
O alargamento do cemitério (o anterior - no pilar próximo do salão) deveria ter sido mais para dentro para que agora não fizesse curva. Mas águas passadas não movem moinhos.
Na missa desta manhã (25-05-2013) na Capela da Casa de Santa Marta o Papa Francisco reflectiu na sua homilia, através do Evangelho do dia, sobre a abertura e disponibilidade que devemos ter enquanto crentes, em particular os sacerdotes, enquanto facilitadores da fé. No Evangelho Cristo chama a atenção dos discípulos para o facto de estes estarem a afastar as crianças que as pessoas levavam para o Senhor as abençoar. Jesus tocava em todos, a todos recebia e abraçava. E o Santo Padre até contou uma pequena história:
“Recordo que uma vez, saindo da cidade de Salta, no dia da Festa do Padroeiro, estava uma senhora que pedia a um padre uma bênção. Este disse-lhe que ela já tinha estado na missa e, então, explicou-lhe toda a teologia da bênção existente na missa. Ela respondeu: Ah muito obrigado. O padre foi-se embora e ela dirigiu-se logo a outro padre para lhe pedir uma bênção, pois, ela tinha outra necessidade a de ser tocada pelo Senhor. Esta é a fé que encontramos sempre e esta fé é suscitada pelo Espírito Santo. Nós devemos facilitá-la, fazê-la crescer, ajudá-la a crescer.” O Papa citou depois o episódio do cego de Jericó que gritava por Jesus. E as pessoas não queriam que ele gritasse pois ia contra o as normas, as regras, enfim o protocolo. E recordou que quantas vezes quando numa paróquia as pessoas são acolhidas friamente , mesmo por leigos, em muitos casos quase tecnicamente, sem que suscite a quem acolhe uma reacção de alegria perante um irmão na fé que ali se apresenta para celebrar um baptismo, um matrimónio ou fazer uma inscrição na catequese. Apropriamo-nos um pouco do Senhor e os outros que sigam as nossas regras… O Santo Padre a terminar deu um outros exemplo:“ Pensai numa mãe-solteira que vai à Igreja, à paróquia e diz ao secretário: Quero baptizar o meu menino. E quem a acolhe diz-lhe: Não tu não podes porque não estás casada. Atentemos que esta rapariga que teve a coragem de continuar com uma gravidez o que é que encontra? Uma porta fechada. Isto não é zelo! Afasta as pessoas do Senhor! Não abre as portas! E assim quando nós seguimos este caminho e esta atitude, não estamos o bem às pessoas, ao Povo de Deus. Jesus instituiu 7 sacramentos e nós com esta atitude instituímos o oitavo: o sacramento da alfândega pastoral.”
O Papa Francisco continua a surpreender-nos. Pela simplicidade, coragem e frontalidade de encarar as questões que fraturantes e criam afastamento dos fiéis das igrejas,
Será que as comunidades, os sacerdotes, os bispos ouviram estas palavras? O que esperamos da Igreja após esta homilia?
Diz o papa que o cristão deve encontrar na Igreja as portas abertas. Mas infelizmente, tal não acontece por parte de alguma Igreja em Portugal. Anda por aí muitos fiscais, eu diria, fariseus, a dizer como se deve fazer mas não o fazem; Muitos a proclamar o amor, mas não amam nem sabem amar; a insistir que é preciso perdoar mas do seu íntimo brota o ódio e o rancor.
Mais do que as palavras valem as acções e as atitudes. Recordo as palavras de Tiago: “Tu tens fé; eu tenho obras. Mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem as obras é morta"
O Parque natural da Portela tem sido maltratado e alguns dos seus utentes não têm civismo nem respeito pela natureza e pelo que é de todos. É estranho que a placa de simples sinalização fosse atirada para dentro do tanque. Além disso, parece que haverá cidadãos que não gostam que outros possam usufruir deste espaço e da sua água. Destroem os equipamentos construídos para todos. Quando não existem os equipamentos critica-se porque deveriam ser criados; depois de construídos, acontece o que as imagens documentam.
Esperemos que as autoridades cuidem do parque e os cidadãos respeitem e aproveitem o bom da natureza.
Celebra-se hoje, dia 15 de Novembro, o sétimo dia do falecimento de Aurora
Fernandes dos Santos, (dia 08-11-2012), aos 91 anos. Deixou-nos após 14 anos de doença prolongada que a reteve
no seu leito junto de sua família.
A sua vida pautou-se pelo serviço
ao próximo e à Igreja. Mulher de silêncio, de poucas palavras mas, de muito
trabalho em prol da comunidade.A muitos
ensinou a catequese, a outros a fazer flores de papel e arranjos. Transmitiu o gosto pelo canto e pela música a muitos outros. Em tempos administrava as injeções a quem se deslocava a sua casa; muitas vezes
deslocava-se a casa dos doentes aplicar essas injeções. Fazia de uma verdadeira "enfermeira" tempos A maioria de nós ainda
a recorda a tocar o órgão em cada celebração litúrgica com todo o ardor e
dedicação.
Foi uma mulher de grande generosidade, solidariedade e sobretudo uma cristã pelo exemplo e pela partilha.
Paz à sua alma.
domingo, 14 de outubro de 2012
ACORDAI
Portugal está a caminhar para dias
muito difíceis. Há um mês, o povo veio para a rua demonstrar aos políticos que
o povo é sereno, é capaz de suportar sacrifícios, mas com limites e com
equidade. Todos estamos cansados de ouvir falar de crise.
Até agora, os políticos gastaram o
nosso dinheiro, em construções megalómanas, estradas e auto-estradas paralelas,
festas e festanças, foguetórios. Havia dinheiro para tudo.
Ao longo de 30 anos foi gastar por
conta. Em
2005, Durão Barroso, diz que o país está de tanga e “foge” para um “tacho” que
lhe dá mais dinheiro e regalias. Aliás, Miguel de Sousa Tavares escrevia
recentemente: “Durão Barroso é uma espécie de
cata-vento da impotência e incompetência dos dirigentes europeus. Todas as
semanas ele cheira o vento e vira-se para o lado de onde ele sopra”
Na nossa sociedade, infelizmente, há
muitos cata-ventos. Viram-se conforme lhes dá jeito. Batem palmadinhas nas
costas, dizem que sim por conveniência, aparecem e desaparecem como o fumo.
Esses andam atrás do interesse próprio sem dar nada à sociedade. Aparecem com
sorrisos falsos; falam só o que lhes convém; dizem palavras bonitas mas ocas de
sentido porque a sua vida é em tudo contrária áquilo que afirmam. Alguns são
verdadeiros lobos com peles de cordeiro. Disfarçam-se e enganam. Na hora de
“dar o corpo ao manifesto”, abandonam e batem com a porta. O filho pródigo
regressa à casa do Pai, arrependido. Mas esses regressam para a fotografia,
para limpar a sua imagem; alguns defendem, convivem, pactuam com aqueles de que
outrora, criticavam e andavam de candeias às avessas. Aqueles que se dizem
lideres, responsáveis têm tentado adormecer o povo. Até preferem um povo que
não pense, não discuta, não reivindique. Alguns tentam demonstrar que está tudo
bem, e que o mal e o problema são os outros; esses responsáveis dizem-se que
estão no bom caminho, que a verdade está do seu lado e que procuram o bem para
todos.
Acordai! Não é esta a realidade em que vivemos?
Os últimos anos foram de um desgoverno
completo. Não havia dinheiro mas era preciso mostrar obra. Logo criaram-se mais
PPP (Parcerias públicas Privadas). Com o aumento destas e a obrigatoriedade de
as cumprir, os políticos hipotecaram o futuro de Portugal e dos portugueses com
engenharias financeiras. Chegou a de pagar, logo o povo tem que pagar.
No dia 10 um sr. deputado e ex-secretário
das obras públicas vem referir na TV “tenho 47 anos e neste momento sou apoiado
pelos meus pais”. É lamentável que um representante do povo desrespeite
aqueles que sobrevivem com pouco mais de 200€. É este tipo de políticos que
governam o nosso país!?
Os políticos não estão interessados em
resolver o problema do povo. Agora que começam a falar em redução do número dos
deputados, já ninguém quer perder o lugar. Agora argumentam que os partidos
pequenos serão os prejudicados. Pura mentira.
É uma questão de matemática e de
proporcionalidade. Eles não querem falar de coisas sérias da perda das suas
regalias. Muitos
dos leitores dirão que não vale a pena
chover no molhado. Errado, na minha opinião, aquele que tiver consciência não
pode ficar calado. Todos devem exercer o seu direito de cidadão, de pensar, de
agir, de exigir, de reivindicar justiça. Ficar calado é lavar as mãos como fez
Pilatos. Calar é consentir. Calar é pactuar. Calar é fazer silêncio por
interesse. E aqueles que se refugiam no silêncio é porque são cobardes,
egoístas e não lhes convém demonstrar o que pensam.
A IGREJA E A CRISE
São muitos os cristãos deste país que
no seu dia-a-dia, voluntariamente, em muitas instituições fazem a sua caridade,
isto é, generosamente, amam o próximo, dando um pouco de si mesmo. São muitas
as Instituições que no plano social matam a fome a muitas famílias que, nestes
tempos, atravessam muitas dificuldades. Este é o plano de acção, no terreno de
muitos cristãos. Aqui a Igreja tem tido um papel fundamental. Mas não podemos
esquecer que há muitas outras instituições e particulares, da sociedade civil,
que também dão ajuda aos mais necessitados. Mas sem dúvida, a Igreja, é aquela
que tem uma maior rede de apoio, onde tem demonstrado a sua capacidade e
generosidade.
E onde está A IGREJA na sua intervenção cívica?
Outro plano social da igreja é a sua
intervenção. Não política mas cívica em prol dos mais desprotegidos (crianças,
doentes, idosos). São poucas as vozes da da Igreja que ousam apontar o dedo na
ferida. Muitos de nós temos presente a crise na década de 80 e o papel de D.
Manuel Martins, bispo de Setúbal.
Interveio na sua diocese contra a
miséria, a fome, o desemprego. Ele foi chamado o “bispo vermelho”, porque era
uma voz incómoda para o poder. Aliás, D. Manuel Martins, em 02-10-2012, em
relação a esta crise escrevia: “Vamos
ultrapassar… Para tanto, temos que descer todos a terreno, temos que acordar
(“Acordai!”), sobretudo para pedirmos aos responsáveis que assumam a sua culpa
e lancem mão às ferramentas da luta”.
Ramalho Eanes, em entrevista à Rádio
renascença, afirma: “acho que a Igreja
deveria ter uma voz mais activa”, no que se refere à intervenção cívica.
Posição contrária é a do cardeal,D.
José Policarpo que entende que o papel da igreja “é desafiar os nossos cristãos a estar atentos em vez de tomar posição
solene de condenação governativas”. Mas Ramalho Eanes defende que: “Quando alguns dos filhos de Deus e alguns
dos irmãos estiverem em grande sofrimento, a igreja tem que os defender. A
igreja tem que ter uma voz”.
D. Januário Torgal Ferreira, bispo das
forças armadas é uma das vozes que se levanta contra as injustiças e
desigualdades. Recentemente, numa entrevista à TSF dizia: “não é com
austeridade que se salva o país” e “se
o primeiro-ministro vai em frente, deixa o país fortemente desgraçado”, ou
melhor “uma parte do país”.
Como referiu D. Jorge Ortiga, “não sei até que ponto este povo de brandos costumes poderá aguentar
durante muito tempo”.
Por isso, ACORDA !!!! Não te deixes enganar nem influenciar.
No dia 28, a "partida" prematura do nosso conterrâneo e amigo, Manuel F. Alves, de 49 anos, surpreendeu-nos a todos. A sua partida deixa-nos mais pobres.
No último adeus, uma grande multidão quis despedir-se do Manuel Alves para demonstrar o apreço e carinho pelo seu exemplo de vida, de trabalho, dedicação, na comunidade como cristão e na sociedade como empresário.
Por isso, deixo aqui, a minha homenagem e um obrigado pelo que contributo no progresso, no diálogo e convivência cordial na nossa comunidade de Telhado.
Quando surgiu a notícia Não queria acreditar que fosse verdade. Mas confirmou-se. Tinhas partido! A tua hora chegara subitamente, sem avisar. Alguns sonhos ficam para trás. Não houve tempo para te dizer uma adeus, um obrigado.
Por isso, é imensa a tristeza e a dor que sentimos. Porque perdemos um amigo que estava em todos os momentos. Um amigo que não voltava as costas aos problemas nem às dificuldades. Perdemos um amigo que contagiava de alegria e entusiasmo tudo e todos.
Perdemos um amigo que tinha sempre uma palavra de conforto. Perdemos um homem de coragem e Que estava presente mesmo estando ausente. Que estendia e segurava a mão daquele que precisava de uma força para se levantar.
Por onde passaste deixaste a tua marca. A força, a coragem, a ousadia, a alegria, a solidariedade. Apesar da correria da vida, e da exigência empresarial, estavas atento e vivias as preocupações e anseios da comunidade. Podíamos contar sempre contigo. Eras o primeiro a apoiar e a dar força para avançar. O nosso obrigado! A nossa gratidão!
Partiste, mas só fisicamente! Ficarás na memória de todos os que cruzaram, de qualquer forma, na tua vida.
Todos os anos, por altura do Natal, a Rádio Renascença (RR), lança uma campanha para ajuda de uma instituição.
Este ano devido ao acentuar da crise e porque é verdadeiramente urgente ajudar milhares de portugueses que precisam de alimentos, trabalho, roupas, apoio médico ou financeiro, entre muitas outras coisas, a Renascença juntou-se à Sociedade de São Vicente de Paulo.
A Sociedade de São Vicente de Paulo trabalha em proximidade com as comunidades em que se encontra (existem 805 conferências vicentinas no nosso país). Entre as actividades que desenvolvem encontram-se as visitas domiciliárias, uma parte fundamental da actividade vicentina.
A primeira conferência de S. Vicente de Paulo foi fundada em Paris, em 1833, por 7 jovens universitários, entre os quais se encontrava Frederico Ozanam. As conferências vicentinas chegaram a Portugal em 1859. Grupos semelhantes espalharam-se rapidamente por todo o mundo.O fundador da Sociedade de São Vicente de Paulo, Frederico Ozanam, costumava dizer que “desejava abraçar o mundo inteiro numa rede de caridade”. E é mesmo isso que os vicentinos fazem, por isso pedimos a sua colaboração neste Natal. Afinal, nesta altura podemos poupar em tudo, menos no que podemos dar. Pode deixar o seu contributo na conta “Natal Renascença”:
Desde há longa data que Dom Jorge Ortiga tem tentado incutir a ideia dos Conselhos Pastorais Paroquiais (CPP). Em muitas paróquias, tal como em Telhado, a sua criação ainda não aconteceu. Na sua mensagem no vídeo de lançamento do ano Pastoral 2011-2012, subordinado ao lema: “A Igreja alimenta-se da Palavra. Um povo que produza os seus frutos”.
D. Jorge Ortiga afirma: “Temos diante de nós o dever e a obrigação não só de fazer com que os conselhos pastorais paroquiais funcionem mas que ao mesmo tempo eles tragam um ritmo novo à nossa comunidade”, que deve estar “atenta aos sinais dos tempos”. Salienta ainda que os Conselhos Pastorais “nunca” se devem tornar numa “mera estrutura, mas uma verdadeira experiência de comunhão, diálogo e discernimento dos melhores caminhos, para que a Palavra transforme o coração das pessoas”. O que é um CPP? É um organismo, presidido pelo pároco, constituído pelas comunidades de vida residentes na paróquia, pelos representantes dos grupos paroquiais (escuteiros, corais, juventude, movimentos de casais, confrarias, movimentos de acção sócio-caritativa, e outros movimentos, etc.... No dia do Arquidiocesano do Catequista, 10 de Setembro, Dom Jorge Ortiga, já fazia referências aos CPP dizendo:
“Há paróquias onde o seu serviço é já realidade consolidada; há outras que nunca ouviram, nem sequer falar da sua necessidade.”
Mas podemos ver paróquias onde já funcionam. Estas são aquelas que são possíveis ver online: http://www.paroquialandim.com/ e http://www.paroquiaaves.pt/. E continua: “Caríssimos catequistas, será que vos poderei pedir que leveis a todas as paróquias este desejo dum Arcebispo, que apenas quer “presidir à caridade”, que espera que os Conselhos Pastorais Paroquiais funcionem na sua expressão estritamente paroquial ou intra-paroquial? A qualidade da catequese também depende disto. Se eles existirem e funcionarem, como experiência concreta da comunhão, saberão renovar toda a pastoral numa fidelidade à doutrina eclesial e testemunhar a verdadeira unidade na paróquia, sempre em plena sintonia com a Arquidiocese. Acreditai: trata-se de uma aposta que qualificará a catequese e todas as outras actividades pastorais. Caso contrário, continuaremos a ser comunidades que não produzem frutos, mas que se contentam com os agraços.” Estes são os desejos do Pastor diocesano, o Arcebispo Primaz. Por isso, os CPP são imprescindíveis para que o povo de Deus concretize as suas 4 funções básicas da acção eclesial no meio do mundo: evangelizar, catequizar, celebrar a fé e vivê-la por meio do exercício da caridade.
PORQUE SE RESISTE ÀCRIAÇÃO DOS CPP??
Durante muitos anos a Igreja fechou-se sobre si mesmo. Era essa a realidade até ao Concílio Vaticano II. Mas, manteve-se para além e nalgumas comunidades até aos dias actuais. Responsabilidade da própria hierarquia da Igreja. Porque, a criação dos CPP não é retirar poder a ninguém mas gerar comunhão, partilha na comunidade. A Igreja não pode afirmar-se como simples massa de pessoas baptizadas que vão à eucaristia e vivem uma religiosidade individualista. O cristão não pode viver isolado em si mesmo. Porque isolado não gera comunhão. Todos somos Igreja e todos fazemos Igreja, isto é, fazemos parte de um Povo com carismas diversificados. É esta diversidade de dons que enriquece a Igreja. Mas para isso, é necessário que cada um assuma a responsabilidade na Igreja. Trabalhar em Igreja implica interpelar, estimular, desafiar, dialogar, compreender, etc. Não somos todos irmãos e discípulos de Jesus Cristo?
Tem razão Dom Jorge Ortiga ao afirmar que os CPP "não são um mero exercício de “democracia pastoral”, mas aposta na presença de Cristo no meio de “dois ou mais”, que se amam com seu amor, edificando, assim, a verdadeira Igreja como Sacramento do Seu amor salvífico".
Relembro o tema para este ano Pastoral:“A Igreja alimenta-se da Palavra. Um povo que produza os seus frutos”. Se olharmos para a parábola da vinha do Senhor (27º Domingo: um Senhor planta uma vinha com todo o cuidado e tecnologia; confia-a a uns vinhateiros, conhecedores da profissão. Quando chega o tempo da vindima, manda buscar a colheita e é surpreendido. Os vinhateiros não entregam os frutos e maltratam os enviados... nem sequer respeitam o próprio filho do dono.E Chegam a matá-lo. - A "Vinha" não será destruída, mas os trabalhadores serão substituídos... Se a vinha é o Povo de Deus, na Igreja quem são os vinhateiros? Como poderá a vinha produzir frutos se os vinhateiros não cuidam da vinha que lhes foi confiada? A proposta para este ano pastoral é exigente, tal como a Palavra. Mas se não escutamos a Palavra e não A pomos em prática, essa Palavra, não produzirá frutos. Será a culpa da vinha ou dos vinhateiros?
FINALIDADES E VANTAGENS DA EXISTÊNCIA DOS CPP
O CPP é um verdadeiro instrumento de integração, de convergência de todos as forças evangelizadoras da paróquia.
A sua grande finalidade principal é a programação, animação, coordenação, informação da acção pastoral.
Poder-se-á apontar algumas das funções do CPP:
- Analisar a realidade da comunidade paroquial e do povo que tem que evangelizar procurando resposta mais adequadas à realidade.
- Elaborar, anualmente, com a colaboração de todos os grupos paroquiais, o plano pastoral da paróquia.
- Organizar o calendário das iniciativas.
- Coordenar o trbalho eclesial de todos os grupos paroquiais.
- No final do ano fazer uma revisão da acção pastoral desenvolvida na paróquia e ver se está de acordo com o plano da Diocese e do arciprestado, etc...
A responsabilização, a distribuição de tarefas permanentes tem vindo a defender na paróquia de Telhado, pelo menos desde Janeiro 2006. data em que entreguei pessoalmente uma carta ao Pároco de Telhado e da qual trancrevo:
Senhor Padre Carneiro, Como já referi algumas vezes, e até em público, a nossa paróquia tem tudo…mas está desorganizada. O Sr Padre Carneiro, tem responsabilidades que deveriam ser assumidas pelos leigos, pelos cristãos desta paróquia. Há tarefas que precisam de ser confiadas, distribuídas. Enquanto, tal não suceder, Posso enumerar diversas: Salão Paroquial: manutenção, limpeza, obras, abertura/encerramento Bar do salão: que deveria ter estatuto próprio e com regras pré-definidas relativa à sua exploração. Igreja: limpeza, ornamentação, segurança, iluminação, sinos, A Liturgia: os grupos corais, os acólitos, os leitores, as zeladoras, os ministros extraordinários da comunhão… Parte Comunitária: o passeio paroquial, a festa de Natal, Mês de Maria e procissão de velas. E mais que poderia mencionar. Poderá perguntar e pessoas responsáveis para isto? Quem? Afirmo que felizmente esta paróquia tem pessoas que querem trabalhar e que são capazes de o fazer. Mas desta forma não tenhamos ilusões: a paróquia está à deriva. Se de facto o Sr Padre Carneiro pretende concretizar as quatro obras que já referi, é preciso mudar atitudes, mudar comportamentos. “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, não acredito que se aplique a Telhado.
Esta foi uma parte da minha exposição escrita em 2006. Já lá vão 5 anos. O tempo passa e tudo permanece.
Monsenhor Joaquim Morais da Costa celebrou neste domingo dia 11, na comunidade paroquial de Vale S. Cosme as suas Bodas de Ouro Sacerdotais. A comunidade reuniu-se e uniu-se para homenagear um filho da Terra. Vale S. Cosme demonstrou que não esquece os filhos da terra. Por isso, prestou esta homenagem pelos 50 anos de sacerdócio e serviço à Igreja. Mosenhor Joaquim Morais nasceu a 14 de Outubro de 1936. Entrou no Seminário de Braga em 1948 e é ordenados presbítero em 15-08-1961. Desde 1972 a 1999 é pároco de S. Victor, em Braga (com seu irmão P. José Morais da Costa). Desde 1999, é Reitor do santuário do Sameiro, Braga. "Sou feliz" é uma das frases de Monsenhor Morais da Costa. Se dúvidas houvesse, estariam desfeitas para quem conhece e conviveu com este "homem de Deus". A sua sua energia, alegria e entusiasmo que sempre demontrou ao longo destes 50 anos de sacerdócio. Empenho, verticalidade, generosidade, bondade, entrega, humildade e simplicidade foram muitas das qualidades que alguns dos intervenientes realçaram do Monsenhor Morais da Costa. Nesta cerimónia, Monsenhor Morais da Costa quis juntar muitos daqueles que "de 1948 a 1961 e longo da minha vida de sacerdócio viajaram na mesma carruagem, e em diferentes apeadeiros mudaram de rumo." Convidou, também, os ex-seminaristas das comunidades vizinhas para partilhar a alegria de ser padre. "... ser padre é isto somente não ser de si nem dos seus para ser de toda a gente." (A. Correa de Oliveira). Os paroquianos associaram-se em grande número a esta homenagem simples, mas com muita sobriedade; Concelebraram diversos sacerdotes, colegas e amigos, o Arcipreste de Famalicão, Pe Mário Martins e no já final da cerimónia marcou presença o Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga que também dirigiu uma palavra de apreço pelo seu trabalho e dedicação ao longo de 50 anos de sacerdócio. E lançou um apelo para as famílias, pai e mãe, servirem de eco de despertar de vocações, tal como o foram os pais do Monsenhor Morais. No final da eucaristia de acção de graças um momento de convívio e confraternização para os convidados e amigos, no centro Social e Paroquial. Parabéns pelos 50 anos e obrigado pelos vezes de convívio e recepção acolhedora na residência paroquial de S. Victor nos idos anos 1981, 1982... quando um grupo de seminaristas (de Telhado e Vale S. Cosme) aí se deslocava.
Agradeço ao Daniel Coelho pela cedência das imagens que aqui deixo.
É uma vergonha que num dia de festa o acesso aos quartos de banho (wc) pela porta do adro estivesse fechada. Continua a obrigar-se os velhos, aleijados a subir e descer escadas quando existe uma rampa.
Nesta freguesia de Telhado continua a não se respeitar os mais velhos, sobretudo o que têm dificuldade de locomoção e os deficientes. Diversos foram os comentários a este respeito. É lamentável que se transmita esta imagem de grosseria para quem nos visita. Nem sequer disponibilizamos os wc com acessos com dignidade e respeito pela diferença.
Não entendo a teimosia de obrigar as pessoas a descer à cave, subir as escadas até ao Rés-do-chão para depois voltar a descer à cave. masoquismo? Falta de respeito? Será isto vivência cristã?
Isto não foi distracção. Mas julgo que de mau gosto e de pouca sensibilidade.
Já tinha escrito a este respeito em 10-12-2010, quando o Pároco de Telhado decretou o fecho do acesso aos quartos de banho pela porta do adro. Aliás, foi construída lá uma rampa para acesso dos deficientes e pessoas com dificuldade de mobilidade. No entanto, são estas atitudes quem nos visita leva de Telhado. Infelizmente, muitos já estão habituados.
Haja moral para não falarmos na legalidade.
Por estes dias muitos gozam as suas férias. Emigrantes regressam ao seu país, uns para matar saudades, e outros para exibir os seus bólides.
Ora, muitos levam à letra: férias são férias, logo, vale tudo. Errado. Enquanto uns gozam férias outros trabalham; enquanto uns querem divertimento total outros procuram o sossego. daí ser importante cada um respeitar as férias dos outros.
É como estar na praia e ser incomodado por aqueles que querem fazer do areal um campo de futebol. Muitas prais tem espaço para isso tudo, mas existem aquelas cujo areal é demasiado pequeno para os banhistas quanto mais para jogar futebol.
Por todo o lado multiplicam-se as festas, os festivaism, os arraiais... Eventos produtores de ruído, confusão e lixo. As autoridades nada fazem e também muitas vezes não podem agir. A lei não permite barulhos após as 22h00, mas paga-se uma licença e já pode haver música, baile. É assim o nosso país.
Mas parece ser normal. Porque uns gostam e os outros têm que suportar.
É o mês de Agosto. Vale tudo, menos respeitar os direitos dos outros. Por isso, nas estradas os impacientes não conseguem suportar as filas e não cumprem as regras de trânsito pondo em risco a sua vida e sobretudo a dos outros.
Nos locais de concentração, estaciona-se de qualquer maneira, por vezes ocupando o lugar que dá para duas viaturas ou mesmo em locais proibidos.
Nos santuários (Sameiro, S. Bento da Porta Aberta, Fátima e outros) multidões de pessoa não respeitam o silêncio próprio do local. Falam alto, parecendo um autêntico mercado. Há pessoas que até falam ao telemóvel dentro das igrejas. Já nem me refiro áqueles que se esquecem de o desligar ou silenciar e depois começam a tocar durante as missas. E nesses momento o telemóvel nem aparece, e toca, toca....
As férias podem ser tempo de encontro e diversão. Mas devem sê-lo dentro do respeito dos outros que procuram também o seu descanso.
As férias não podem ser uma escapatória para a permissão total. Pode valer tudo mas dentro do respeito dos direitos dos outros.
Este fim de semana, o Agrup 464, celebrou o seu 35º aniversário sob o lema “Eu sou, Tu foste….. Anda Reviver”.
Foi um convite para os actuais escuteiros bem como todos aqueles que já fizeram parte deste Agrupamento ao longo destes 35 anos. Juntaram-se cerca de 40 ex-escuteiros (T-Shirt roxa) para reviver o passado integrando-se neste acampamento. Por lá passaram alguns dos fundadores do Agrupamento: José Luís Costa Barroso, Armando Borges e José M. Passos e o actual Pároco e assistente do Agrupamento.
Na eucaristia também estiveram presentes: Valdemar Magalhães e Jaime Rebelo, Chefe de Núcleo e Pres da Mesa do Cons de Núcleo, respectivamente.
Na Eucaristia presidida pelo Pároco e assistência, pegando na parábola do semeador, disse que a semente tinha sido lançada há 35 anos. “Os mais novos esperam lição dos mais velhos e os mais velhos, esperemos que sejam bons pais, bons cristãos e amadores da vida da paróquia.”
Neste domingo da Párabola do semeador, o Pároco alertou para os cuidados a ter com as sementes que o mundo lança: “Um mundo traiçoeiro e enganador”, bem como cautela com “as trafolhices do mundo, a deslealdade e tacanhez das pessoas”.
De facto, não podemos parar. A vida é um contínuo caminhar e avançar. Uma construção permanente. De inquietações, de anseios. De espinhos e obstáculos criados pelo homem que se acha sabedor e conhecedor de todas as coisas. O homem sonha mas o mundo não avança porque muitos homens não querem. Ou querem somente o que a sua vontade anseia. Os velhos do Restelo já os conhecemos desde os descobrimentos. Eles ainda hoje existem.
Por isso, o Escuta deve estar Sempre Alerta…. para melhor servir. Cumprir os seus preceitos e ajudar a construir uma sociedade melhor.
Os escuteiros trabalharam com afinco na preparação deste acampamento. Tudo ao pormenor. Muita criatividade, mas sempre com a preocupação do respeito pela natureza, até um chuveiro para banhos, "ecopontos". Aqui vemos que o homem pode viver e conviver com a natureza sem a destruir. Aqui ficam algumas dos momentos desse acampamento:
Celebra as Bodas de Ouro sacerdotais, O Sr. Pe. Joaquim Faria Pereira. Nasceu em Telhado em 06-11-1935, no Lugar de Penides. Recebeu o sacramento da Ordem em 09-07-1961. Já foi Pároco em diversas paróquias da Arquidiocese de Braga. Desde 22/08/1996, é pároco de Atiães, Vila Verde. Muitos Telhadenses ainda se recordam do Pe Joaquim Faria Pereira porque, de quando em vez, aparece na paróquia para participar nos funerais de pessoas amigas e do seu tempo de menino nesta paróquia de Telhado. Não ouvi uma palavra a respeito dos 50 anos de sacerdócio. Por isso, neste meu Blogue, tal como no artigo do Pegadas, não quis deixar passar em claro esta data. era bom não esquecer os conterrâneos. Parabéns pelos seus 50 anos de sacerdócio, pelo trabalho e dedicação à Igreja e Evangelização do Reino. Para muitos continuará a ser um Telhadense que não esquece as suas origens o seu “torrão”, pois, “Telhado é nossa terra muito amada”, como refere o Hino Paroquial. Que Deus o cumule de bênçãos e força para o anúncio da Palavra no Rebanho que lhe está confiado.
A maior parte das vezes queixamo-nos por tudo e por nada. Nunca estamos satisfeitos connosco e com os outros. Até podemos ter tudo, materialmente, mas continuamos a lamentar-nos. No entanto, há pessoas capazes de ultrapassar todas as barreiras e limites. Muitas têm uma força interior capaz de "mover montanhas". Nas adversidades encontram oportunidades de para se superar e demonstrar as suas forças e potencialidades. Partilho o vídeo em baixo porque revela a capacidade que o Homem tem; aqui está demonstrada que quando o "homem sonha o mundo avança". Mais do que isso, demonstra-nos o poder que o sorriso tem em nós e provoca nos outros. Infelizmente, vemos na nossa sociedade caras tristes, abatidas. O sorriso tem um poder mágico e contagiante. Pena é que muitas pessoas não sejam capazes de sorrir. O sorriso é mais importante para quem o recebe do que para quem o dá. Como é bom ver alguém sorrir.
Celebra-se neste 1º domingo de Maio o dia da Mãe. Outrora, em Portugal, este dia ocorria no dia 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição. O dia da mãe noutros países celebra-se em datas diferentes:
2º domingo de Fevereiro - Noruega 1º domingo de Maio - Portugal, Espanha, África do Sul, Líbano.. 2º domingo de Maio - Alemanha, Estados Unidos, Brasil, Dinamarca, Finlândia, Japão, Turquia, Itália, Austrália e Bélgica, Dinamarca 10 de Maio - México, Índia, Guatemala, 4º domingo da Quaresma - Inglaterra Último domingo de Maio - Suécia, França (se coincidir com o pentecostes passa para o 1º domingo de Junho) 2º domingo de Outubro - Argentina 2 semanas antes do Natal - Iugoslávia
A celebração do dia da mãe partiu da vontade de uma americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.
Em qualquer Mãe, reconhecemos aquela Mulher que age com o coração, pelo amor. É aquela que vive milhões de emoções num só dia e transmite cada uma delas num único olhar. Não há palavras para descrever o papel e a missão de Mãe que só ela sabe fazer e cumprir. Só os filhos sabem qual o valor de mãe. Porque é à Mãe que devemos dizer obrigado, por tão bem entender e aceitar a vida, mesmo com o sacrifício ou o risco da sua própria. Aliás, as mães tudo dão, tudo sacrificam pelos filhos.
Para a minha e todas as mães fica aqui a canção: Minha Mãe de Zeca Afonso. Só o zeca Afonso consegue esta intensidade e esta melodia tão profunda. letra simples mas com imensa ternura que só as mães merecem.
Ó minha mãe, minha mãe, Ó minha mãe, minha amada, Quem tem uma mãe tem tudo, Quem não tem mãe não tem nada
Quem não tem mãe, não tem nada, Quem a perde é pobrezinho, Ó minha mãe, minha mãe, Onde estás que estou sozinho?
Estou sozinho no mar largo, Sem medo à noite cerrada Ó minha mãe, minha mãe, Ó minha mãe, minha amada.
Os poetas, os filhos dedicam às mães os seus pensamentos, a sua gratidão através das palavras. Aqui ficam mais estes poemas.
É HOJE O TEU DIA!
É hoje o teu dia, Mãe! Mas sabes bem a razão Porque o teu dia é também Dia do meu coração.
Aliás, por graça de Deus, A quem sempre te confias, Todos os dias são teus, como são meus os teus dias.
Para mim o céu imploras E em bênçãos as mãos levantas Contigo choro, se choras Se canto, comigo cantas.
Cada sonho tem seu dia Cada estrela tem seu brilho Eu sonho a minha alegria Na glória de ser teu filho.
Mons. Moreira das Neves
Ou esta canção. Letra e música de autores desconhecidos. Transmitem a verdadeira profundidade desta data.
MÃE QUE PALAVRA TÃO BELA
Mãe que palavra tão bela E tão doce de expressar! Outra não há como ela, Nem mesmo a possa igualar!
Amor puro como o teu, Amor santo e divinal, Amor grande que é só meu, Não há outro assim igual.
Ó minha mãe adorada, Jamais posso agradecer À tua alma, cansada De tanto por mim sofrer
O teu nome mãe querida, Nunca será esquecido; Ficará p’ra toda a vida, sendo sempre o mais querido.
O Pároco de Telhado, neste domingo de Páscoa, brindou os seus paroquianos com mais uma das suas atitudes: Impediu o Grupo Coral de cantar o Hino do Glória.
Passo a explicar:
Após o rito penitencial, dei a introdução (no órgão) para o presidente entoar o Glória (música F. Santos a mais conhecida e cantada em Portugal). É assim que tenho procedido nos dias festivos (Natal, Páscoa) bem como na chamada “missa do Senhor” que se celebra todos os quartos domingos de cada mês (a do mês de Abril foi adiada para o domingo seguinte porque era o domingo de Páscoa).
Mas, simultaneamente à introdução do Glória, o Sr. Pe Carneiro começa a rezar o Glória. Pára e interrompe para dizer que ao altar tem que ser dado conhecimento do que se vai fazer (não está reproduzido textualmente).
Depois prosseguiu a rezar o Glória.
Afinal que Páscoa celebramos? Que significa a ressurreição de Jesus? Não é alegria? Anúncio de uma Esperança? Ou proclamamos a morte, a tristeza?
No dia de Páscoa, em que se pretendia uma Eucaristia festiva, de alegria pascal, o Pároco com as suas atitudes prepotentes, e desrespeitadoras, tirou a dignidade litúrgica. Pois, o canto, a música na liturgia é para ajudar os fiéis a celebrar e a expressar a sua fé, n'Aquele que é a fonte de Vida e não de Ódio.
Podemos ver que no Céu, os anjos louvam a Deus, cantando-Lhe louvores. É o que podemos depreender pelo Livro do Apocalipse:
“Depois disso, ouvi no céu como que um imenso coro que cantava: Aleluia! A nosso Deus a salvação, a glória e o poder, porque os seus juízos são verdadeiros e justos. Ele executou a grande Prostituta que corrompia a terra com a sua prostituição, e pediu-lhe contas do sangue dos seus servos. Depois recomeçaram: Aleluia! Sua fumaça sobe pelos séculos dos séculos.
Então os vinte e quatro Anciãos e os quatro Animais prostraram-se e adoraram a Deus que se assenta no trono, dizendo: Amém! Aleluia! Do trono saiu uma voz que dizia: Cantai ao nosso Deus, vós todos, seus servos que o temeis, pequenos e grandes.Nisto ouvi como que um imenso coro, sonoro como o ruído de grandes águas e como o ribombar de possantes trovões, que cantava: Aleluia! Eis que reina o Senhor, nosso Deus, o Dominador!” (Ap. 19,1-6)
Parece que o pároco quer que Cristo continue crucificado.
Chega de ódio e de afastar as pessoas e movimentos da paróquia.
Para que serviu a Quaresma? Que mudança de vida? É só para os outros? Ou dentro da Igreja aplica-se: “Olha para o que eu digo e não olhes para o que eu faço”!?
Por isso são pertinentes as palavras do ilustre Pe Alberto (diversas vezes o escutamos nos seus eloquentes e sábios sermões) a respeito dos padres: vale a pena ver o pequeno vídeo: "Nós padres pensamos. Nós falamos que o nosso ministério é um serviço.E, depois, chegamos a uma paróquia,......… aqui quem manda sou eu. Sou eu o superior. Porque é assim que fazemos a maioria dos padres nas paróquias. Eu corro-as todas. Eu ando cada semana numa paróquia.."
São palavras de um padre que conhece a realidade das paróquias, dos seus problemas e anseios.
Basta da linguagem do não. Parece que nesta terra de Telhado só há uma palavra: Não!
Agora não pode ser; logo não estou; não autorizo; não faço; não aceito; não serve; não recebo; não é responsável, não vou, não, não, não....
Celebrados 37 anos de Liberdade, eu digo que este povo não tem liberdade dedizer o que lhe vai na alma. Este povo de Telhado está amordaçado tal como o país. Aqueles que erguem a sua voz são colocados de lado, são expulsos. É o que vemos na política e é o que assistimos também nesta paróquia. Calar-se, cruzar os braços, ter medo é pactuar com os que querem manter tudo tudo na mesma.
Afinal quem é que expulsa e despreza as pessoas?
Lembro ao Pároco de Telhado a atitude de total desprezo para com o Frei José Maria no funeral da D. Mavilde Fernandes dos Santos (04-03-2011). Durante toda a cerimónia, o frei José Maria foi Ignorado. Não lhe foi permitido fazer nada. Digo permitido, porque no momento da oração Eucarística, o Pe Joaquim Faria Pereira ia deixar que o Pe José Maria rezasse a parte final mas o Sr. Pe Carneiro, intencionalmente, ordenou que o Sr. Pe Faria Pereira prosseguisse. Não fui o único a ver. Foram diversos paroquianos que ficaram indignados com esta atitude. Porque não leu a leitura ou o Evangelho? Porque não foi distribuir a comunhão?
Não é por este motivo que alguns dos padres de Telhado se afastaram da paróquia de Telhado?
Telhado ainda tem a tradição da visita pascal, isto é, o anúncio de Cristo ressuscitado de casa em casa. Um grupo de leigos, que vulgarmente é conhecido por compasso pascal, leva o anúncio da Ressurreição.
Uma vez mais, este ano, percorreram a freguesia 3 compassos, desde o início do dia, até ao pôr do sol. Sempre se manteve a tradição do compasso todo o dia. Já na freguesia vizinha, S. Cosme do Vale, depois de alguns anos a realizar o compasso só de manhã, nestes últimos, voltou a decorrer a visita pascal ao longo de todo o dia de Páscoa.
É o estoirar dos foguetes que vai sinalizando a localização do compasso. Eles indicam se está atrasado ou adiantado. Tudo depende do tempo de demora em cada casa. os foguetes indicam o início e o fim, bem como o intervalo para almoço.
A tradiçaõ, apesar de se manter, não demonstra a alegria e frenesim que havia outrora. É fruto dos tempos, do desinteresse, da falta de motivação espiritual e interesse catequético e pastoral.
VISITA PASCAL EM S. COSME DO VALE
Ora se em Telhado, foram 3 compassos, em S. Cosme do Vale, percorreram a freguesia 7 compassos. Um desses compassos era constituído por elementos do Grupo Coral. Curioso é que em todas as casas, depois do anúncio pascal, e enquanto, o dono da casa dá a cruz a beijar, o Coral cantava um cântico pascal. Fica aqui um dos cânticos pascais neste vídeo e parabéns pela iniciativa. Acredito que ao final do dia as cordas vocais merecem descanso. basta o homem querer pois é possível louvar e dar hinos de Glória a Deus em qualquer lugar, poiis Ele disse " Onde se reúnem dois ou três em meu nome, eu estarei no meio deles".
Hoje, sexta feira Santa, estão os olhos voltados para o "calvário". Lá no alto três cruzes. No centro está Cristo, e dois salteadores, um à esquerda e outro à Sua direita. Lembremos a passagem relatada por S. Mateus:
"Foram crucificados com Ele dois salteadores, um à direita e outro à esquerda. Os que passavam insultavam-n’O e abanavam a cabeça, dizendo: «Tu, que destruías o templo e o reedificavas em três dias,salva-Te a Ti mesmo; Se és Filho de Deus, desce da cruz». Os príncipes dos sacerdotes,juntamente com os escribas e os anciãos,também troçavam d’Ele, dizendo: «Salvou os outros e não pode salvar-Se a Si mesmo!Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz e acreditaremos n’Ele. Confiou em Deus: Ele que O livre agora, se O ama, porque disse: ‘Eu sou Filho de Deus’». Até os salteadores crucificados com Ele o insultavam.
Desde o meio-dia até às três horas da tarde,as trevas envolveram toda a terra. E, pelas três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte: «Eli, Eli, lema sabachtani!»,que quer dizer: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?» Alguns dos presentes, ouvindo isto, disseram: «Está a chamar por Elias». Um deles correu a tomar uma esponja, embebeu-a em vinagre, pô-la na ponta duma cana e deu-Lhe a beber. Mas os outros disseram: «Deixa lá. Vejamos se Elias vem salvá-l’O». E Jesus, clamando outra vez com voz forte, expirou.
Então, o véu do templo rasgou-se em duas partes, de alto a baixo; a terra tremeu e as rochas fenderam-se. Abriram-se os túmulos e muitos dos corpos de santos que tinham morrido ressuscitaram; e, saindo do sepulcro, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos. Entretanto, o centurião e os que com ele guardavam Jesus,ao verem o tremor de terra e o que estava a acontecer,ficaram aterrados e disseram: «Este era verdadeiramente Filho de Deus».
Estavam ali, a observar de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galileia, para O servirem. Entre elas encontrava-se Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu." (Mateus, 26)
O Calvário é símbolo de sofrimento mas também de libertação. Por isso, recordo aqui também o nosso monte calvário, (ver fotos) que tem estado ao abandono. Sem qualquer referência nem arrranjo para que os cristãos possam olhar para o Calvário e recordar este mistério que hoje celebramos: A morte de Cristo. Porque se despreza assim um local de "culto", de memória, de encontro? Digo de encontro, porque foi junto à cruz que ficaram os verdadeiros amigos de Jesus. Todos os outros fugiram de medo e assombração.
Está na hora de fazer algo por este local. É preciso dar-lhe a dignidade que ele merece. Que as fotos ajudem a reflectir sobre este património. Não deixemos que estes símbolos fiquem esquecidos e abandonados.