quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

PRESÉPIOS E TRADIÇÕES DE NATAL

Deixo mais algumas novidades para aproveitar neste tempo de Natal. São mais alguns presépios e tradições natalícias. Mas o Presépio é o centro do Natal.

Bento XVI deixou, nos últimos dias, deixou votos de que a tradição do presépio, representação do nascimento de Jesus, se mantenha viva “nas casas, nos locais de trabalho e nos pontos de encontro” como um “sinal característico” do Natal. E disse que “o presépio é expressão de nossa expectativa, mas também acção de graças àquele que decidiu partilhar a nossa condição humana, na pobreza e na simplicidade”.

PORTO - IGREJA DA LAPA: ORNAMENTAÇÃO E MISSA DE NATAL

É digno e merecedora de uma visita a igreja da Lapa em tempo de Natal. O ideal é assistir à missa de Natal das 12h00 (com coro e orquestra). Depois, todo o colorido e luzes que trazem alegria característica do Natal. Toda a beleza e ornamentação de Natal só se consegue ver plenamente assistindo a uma das eucaristias, no dia de Natal e domingos posteriores e nos seguintes horários (9h00; 10h00; 11h00; 12h00; 13h00; 18h15 e 19h30).

PENAMACOR, as fogueiras iluminam a noite de Natal
Por todas as freguesias do concelho de Penamacor, os madeiros já se encontram nos adros das respectivas igrejas, prontos para serem ateados na noite de Natal, à excepção de Penamacor, onde o grande madeiro começa arder na noite de 23 para 24 de Dezembro

Também nesta localidade, Biblioteca Municipal estão expostos os presépios participantes no concurso organizado pela Câmara. Cerca de quarenta concorrentes expõem outros tantos trabalhos executados nos mais diversos materiais, que podem ser vistos até 9 de Janeiro.


MATA DO BUÇACO - Presépios ao vivo
Presépios ao vivo, sessões de contos e de cinema, exposições e colóquios, concertos e oficinas manuais e um raid fotográfico serão algumas actividades a decorrer na Mata Buçaco (Mealhada) nas três semanas (17 de Dezembro de 2010 a 8 de Janeiro de 2011) dedicadas à quadra natalícia.

Uma iniciativa da Fundação Mata do Buçaco, que conta com o apoio da Câmara Municipal da Mealhada, Paróquia do Luso, Agrupamentos de Escuteiros do Concelho da Mealhada, Movimento Artístico de Coimbra e Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação da Mealhada.



PINHEL - Presépios amigos do ambiente

Presépios feitos a partir de materiais usados e reutilizados estão em exposição na cidade de Pinhel, até final de Janeiro.

A iniciativa surge na sequência de um projecto realizado no ano passado – «Árvores de Natal Amigas do Ambiente» – e repete-se, este ano, com a participação de mais estabelecimentos de ensino, Instituições Particulares de Solidariedade Social

Desafiados a construir «Presépios Amigos do Ambiente», alunos e professores dos jardins-de-infância e das escolas, utentes e funcionários das IPSS, e comerciantes da cidade puseram mãos à obra e a partir de materiais usados “fizeram nascer autênticas obras de arte natalícias” – lê-se no site da câmara de Pinhel.

De 23 de Dezembro a 31 de Janeiro, a exposição «Presépios Amigos do Ambiente» vai estar patente ao público no Castelo de Pinhel, onde poderá ser visitada de terça-feira a domingo, entre as 10.00h e as 18.00h.


NELAS - "PRESÉPIOS POR PORTUGAL E PELO MUNDO"

No âmbito da quadra natalícia, está patente, desde o passado dia 3 de Dezembro 2010, na Biblioteca Municipal de Nelas, a exposição “O Presépio por Portugal e Pelo Mundo”, do coleccionador Miranda Garcia, que desde a sua infância sempre nutriu um fascínio por presépios.

Composta por mais de 200 presépios, pertencentes a obras de artesões de diversas regiões de Portugal Continental e Regiões Autónomas, Europa, África, Ásia e Continente Americano, as peças marcam pela diversidade de materiais utilizados (barro, madeira, pano, pedra, folha de banana e de milho, pão, etc.) e abordagens originais ao nascimento de Jesus Cristo.

A exposição pode ser visitada até 06 de Janeiro de 2011: no seguinte horário: segunda a quinta-feira das 9h30 às 18h00, às sextas-feiras das 9h30 às 18h30 e aos Sábados das 14h30 às 18h00.

PENELA: Presépio animado

Apresenta-se como o maior Presépio Animado de Portugal.
Com cerca de 500 m2, mais de 100 bonecos animados e muitas novidades. Para pequenos e graúdos verem no castelo de Penela, entre os dias 4 de Dezembro de 2010 e 2 de Janeiro de 2011.
Horário: De 2ª a 6ª das 10h às 12h30, das 14h às 19h
Sábados e feriados: 14h30 às 19h Domingos: das 10h às 19h
Local: Castelo de Penela


AVEIRO - Exposição de Presépios

14 artesãos de todo o país vão apresentar os seus presépios numa Exposição de Presépios Artesanais Portugueses que estará patente na Galeria da Capitania (Aveiro) de 11 de Dezembro a 9 de Janeiro de 2011.

Pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 14.00 às 18.00 horas, e sábados, domingos e feriados, das 15.00 às 19.00 horas. Nos dias 24, 25, 31 de Dezembro e 1 de Janeiro a mostra estará de portas fechadas.

Os artesãos que irão expor os seus trabalhos serão: Ana Franco (Mafra); Conceição Sapateiro (Barcelos); Evaristo Silva (Aveiro); Fátima Costa (Aveiro); Paula Naia (Aveiro); José Augusto (Aveiro); José Madeira (Aveiro); Júlia Ramalho (Barcelos); Laurinda Pias (Barcelos); Manuel Macedo (Barcelos); Miguel Fernando (Caldas da Rainha); Milene (Caldas da Rainha); Os Baraças (Barcelos) e Pedro Riobom (Porto).

VARGE - TRÁS-OS-MONTES - OS CARETOS

Varge é uma aldeia situada na Baixa Lombada do Nordeste Transmontano. Todos os anos, de 24 a 26 de Dezembro, é palco de uma das Festas dos Rapazes mais tradicionais de Trás-os-Montes.
Depois da noite de consoada passada em família, os rapazes mascarados tomam conta da aldeia durante dois dias, a 25 e 26 de Dezembro.
A festa propriamente dita começa no dia 24 de Dezembro, com a imolação do vitelo que servirá para as refeições dos «confrades» e a preparação da «casa da festa». Nestes dias festivos, este espaço cedido pela Junta de Freguesia é exclusivo dos rapazes solteiros da confraria e dos dois cozinheiros contratados (por necessidade, são os únicos casados que participam nos festejos). Ninguém mais pode lá entrar, ficando a pairar um ar de secretismo sobre o que lá se passa. Parece que certas praxes nunca são divulgadas.

À noite, depois de passarem a consoada de Natal com a família, os protagonistas da festa vão ensaiar as loas para um moinho situado fora da aldeia. As loas são quadras de maldizer que versam sobre os acontecimentos ocorridos na aldeia durante todo o ano, em que os eventos mais ridículos são mesmo teatralizados. De seguida, vão cear para a casa da festa. Nos três dias de festa comem muito, bebem muito... e dormem pouco. Necessitam de ter força de vontade para superar situações de esforço, num clima adverso.
A alvorada de dia 25 acontece bem cedo, pouco depois do raiar do dia.

De seguida, os rapazes, sem máscaras, assistem à missa e, quando ela acaba, saem a correr, vestem os fatos de Caretos, colocam as máscaras e os habitantes da aldeia são conduzidos para o largo onde se vão dizer as loas
Ninguém está a salvo das suas diabruras. Um grupo denso de populares leva com um monte de feno em cima, as raparigas são abraçadas, a água da fonte é espalhada, e os próprios Caretos entram ao som dos seus chocalhos e gritos estridulanteS.
De seguida, não almoçam e vão de casa em casa, pela aldeia, dar as boas festas. Os Caretos continuam com as suas travessuras e os habitantes da povoação recebem-nos, em grande parte dos casos com bolos e Vinho do Porto. Todos gostam de ouvir bater os Caretos à sua porta, pois os jovens mascarados representam a energia do ano novo, que se quer fértil e abundante.
Após a ronda pela aldeia, segue-se a «corrida da rosca». Os vencedores ficam com as roscas das «varas dos mordomos» e os vencidos pagam o valor previamente estipulado para cada uma delas.
À noite, realiza-se o jantar na «casa da festa» só com a presença dos membros da confraria e dos cozinheiros.

domingo, 19 de dezembro de 2010

O NATAL NÃO EXISTE SEM PRESÉPIO


Aprima-se o Natal. As ruas, apesar de menos, estão ilumidaas. A música convida-nos à reflexão e interiorização. Eis aqui algumas alternativas para quem quiser viver cada momento neste Natal
Apresentamos aos nossos leitores uma diversidade de locais que poderá aproveitar para visitar e a partir do presépio viver mais intensamente o Natal. Olhar para o presépio é tornarmo-nos crianças. É reviver a verdadeira magia de Natal. Aqui ficam as nossas sugestões.

PRESÉPIO AO VIVO EM PRISCOS:
Será inaugurado no próximo domingo pelo Núncio Apostólico em Portugal, D. Rino Passigato e estará presente o arcebispo de Braga, Dom Jorge Ortiga.
O presépio terá 80 cenários, numa área de 30 hectares, e contará com 600 figurantes. A grande novidade deste ano é uma ‘Arca de Noé’, cujo conteúdo não foi revelado.
O Presépio ao Vivo de Priscos foi visitado no ano passado por mais de 50 mil pessoas.
Horários: dia 19: 11h00 às 17h00; dias 25 e 26 de Dezembro e 1, 2 e 9 de Janeiro das 15h00 às 19h00 e dia 8 de Janeiro das 21h às 23h30. (presepiopriscos.com).

PRESÉPIO AO VIVO EM CASTELÕES:
O agrupamento 441 de Castelões organiza, junta à Igreja, o presépio ao vivo nos dias 25 de Dezembro e 9 Janeiro nos seguintes horários 9h30 às 12h00 e 14h30 e 17h30

II MOSTRA DE PRESÉPIOS REGIONAIS
MUSEU PIO XII - Largo de Santiago, 47 - 4707-532 BRAGA
O Museu Pio XII, que apresenta na II Mostra de Presépios Regionais obras de artesãos como Júlia Ramalho, Conceição Sapateiro, Manuel e Maria Conceição, Helena Silva, Fernando Soares, Júlio Ferreira, Camila Silva, Júlio Alonso, irmãos Baraças, Júlia Côta, Manuel Pinha e irmãos Pias-Maria Jesus. Decorre de 3 de Dezembro a 7 de Janeiro.


PORTO - Colecção de presépios de Maria Cavaco Silva
Está patente ao público, na Santa Casa da Misericórdia do Porto, a Exposição “O Presépio – Colecção de Maria Cavaco Silva”.
A mostra vai estar patente ao público até 9 Janeiro, na Galeria dos Benfeitores, Rua das Flores, n.º 5, com entrada gratuita.
Os donativos da exposição e as receitas da venda do catálogo revertem a favor do "Lar de Infância e Juventude – Colégio Barão de Nova Sintra”.


FÁTIMA - CAPUCHINHOS - MUSEU DO PRESÉPIO
No Centro Bíblico dos Capuchinhos, em Fátima, sito na Avenida Beato Nuno, nº 407, existe uma Colecção de mais de 770 Presépios de 60 países, que vem sendo recolhida, valorizada e acrescentada desde 1993. É uma Exposição permanente de Presépios sob o tema EVANGELHO DA VIDA.

BARCELOS - Presépio ao Vivo

Entre os dias 17 e 21 de Dezembro, vai estar patente ao público, no Largo do Porta Nova, o Presépio ao Vivo 2010 da Misericórdia de Barcelos representado por crianças, idosos e colaboradores desta Santa Casa.
Esta iniciativa é realizada no âmbito da Campanha de Natal da ACIB e em parceria com a Paróquia de Santa Maria Maior.
http://www.scmb.maisbarcelos.pt/

Vila Nova de Famalicão - Casa das Artes
CONCERTO DE NATAL – MANIFESTAÇÕES DO AMOR , 22 de Dezembro, 21h30 - VOX ANGELIS CONCERTOS - www.voxangelis.com/concertos

GARFE - PÓVOA DE lANHOSO - Aldeia dos Presépios:
A paróquia de Garfe, Póvoa de Lanhoso, volta a realizar, este ano, a iniciativa “Aldeia dos Presépios”, com a construção de 15 presépios de grande envergadura, distribuídos por todos os lugares da freguesia e construídos pelos habitantes de cada um desses lugares de forma original, sempre com novidades conceptuais

Os presépios mantêm-se desde esse dia patentes ao público, 24 horas por dia, desde o dia 12 de Dezembro até ao dia 09 de Janeiro de 2011.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Senhora do Ó, Senhora da Expectação - Padroeira de Telhado

Telhado tem como padroeira Nossa Senhora do Ó ou Nossa Senhora. Hoje, celebra-se a sua festa. Nossa Sra. do Ó simboliza a gravidez da Virgem Maria.Esta evocação refere-se a Nossa Senhora de expectação, da esperança”, como elucida Frei Lopes Morgado.
É no dia 17 que se inicia a novena do Natal. A Nossa Sra. do Ó simboliza a gravidez da Virgem Maria. Nas suas imagens, aparece-nos com um ventre aumentado, como sinal de esperanças de parto. O culto à Nossa Senhora do Ó iniciou-se em Toledo (Espanha) no século X. Em Portugal, venera-se em muitos locais, Nossa Senhora do Ó. Existem cerca de 20 freguesias que têm A Senhora do Ó como padroeira.

A imagem de Nossa Senhora do Ó, normalmente apresenta a mão esquerda espalmada sobre o ventre avantajado, em fase final de gravidez. A mão direita pode também aparecer em simetria à outra ou levantada. Encontram-se imagens com esta mão segurando um livro aberto ou também uma fonte, ambos significando a fonte da vida. Em Portugal essas imagens costumavam ser de pedra e, no Brasil, de madeira ou argila.

Na Madeira no dia 17 começaram «Missas do Parto», novena de preparação para o Natal
Celebrações são tradicionalmente marcadas para o final da madrugada e promove tradições únicas no país

A liturgia das Missas do Parto é muito específica. É a semana das antífonas do Ó, que fazem classificar a Virgem como a Senhora do Ó.

As «Missas do Parto» são momento exclusivo para cantar versos populares, em honra da Mãe de Deus e do Menino Jesus, alguns deles tão antigos que remontam aos primeiros povoadores da Madeira.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

PÁROCO RECUSA FAZER FUNERAL?!


O REVERENDO DE TELHADO NÃO PRATICA AS OBRAS DE MISERICÓRDIA:
Não enterra os mortos, nem consola os vivos.”

Foi esta a mensagem que recebi, no sábado, dia 11 de Dezembro para publicar como comentário no meu Blogue.

Para quem não se apercebeu nem teve conhecimento, o Pároco de Telhado recusou, melhor, disse que "não tinha obrigação de fazer o funeral". Tudo ocorreu desde terça-feira, dia 7 de Dezembro quando faleceu Marta Patrícia, de 33 anos, após doença prolongada. Era emigrante na Suiça. Tem casa em Melhe, (entroncamento da Av de Melhe com a Rua Padre Albuquerque). Facto que o Pároco diz que não lhe foi comunicado a sua residência em Telhado.
Também não autorizou qualquer toque de sino. Para que a sua alma viessse descansada e não se perturbasse ao entrar no cemitério de Telhado.
A perda de um ente querido é um momento trágico e marcante na vida do ser humano. A morte de alguém ainda na flor da idade, 33 anos, torna-se ainda mais doloroso.
Por isso, nestes momentos, a Igreja deveria acompanhar com especial e fraterno carinho os familiares enlutados, confortando-os com palavras de fé e procurando dar-lhes horizontes de esperança.

Ao pároco são confiados de modo especial as funções seguintes:

1º a administração do baptismo;
2º a administração do sacramento da confirmação áqueles que se encontram em perigo de morte, nos termos do cân. 883, n.º3;
3º . .....
4º ...
a realização dos funerais;
É o que prescreve o cânone 530.

A presidência do funeral católico é um acto de particular importância que a Igreja confia, em primeiro lugar, ao pároco e, na sua impossibilidade, a outro ministro devidamente credenciado para o efeito.

Assim o Cânone 1176 diz:

§ 1. "Devem fazer-se exéquias eclesiásticas aos fiéis defuntos, segundo as normas do direito"
§ 2. "As exéquias eclesiásticas,com as quais a Igreja implora o auxílio espiritual para os defuntos e honra os seus corpos, e ao mesmo tempo leva aos vivos a consolação da esperança,devem celebrar-se em conformidade com as leis litúrgicas.."
§ 3. "A Igreja recomenda vivamente que se conserve o piedoso costume de sepultar os corpos dos defuntos; mas não proíbe a cremação, a não ser que tenha sido preferida por razões contrárias à doutrina cristã."

Daqui resulta que os fiéis têm o direito às honras fúnebres, salvo os casos, em que lhes podem ser negadas (sittuações previstas pelo cãnone 1184 mas que não tem interesse neste caso.

E onde pode ocorrer a celebração das exéquias?

- Em primeiro lugar, a regra, é na paróquia do defunto, sendo ministro o pároco ou quem faça as suas vezes (cfr. can 517 §2). Portanto, neste caso, seria Telhado.

Mas há excepções a esta regra:

- O defunto ou parentes podem escolher outra igreja. Aqui, deve ter-se consentimento do Pároco dessa igreja escolhida e deve avisar-se o pároco da paróquia do defunto. (Neste caso, foi uma escolha forçada, a paróquia de Figueiredo).

- Quando o óbito ocorrer fora da paróquia própria(neste ocorreu na Suiça)e o cadáver não for trasladado para a paróquia própria (Telhado)e não tiver sido escolhida outra igreja parta o funeral, as exéquias realizam-se na igreja da paróquia do local do óbito. Mas, o
cadáver foi traslado para Portugal e à força, para a Paróquia de Figueiredo, em Braga, donde é natural o marido (viúvo).
Num momento de dor, de sofrimento, o Pároco de Telhado toma estas atitudes. Esta forma de agir do Pároco de Telhado não passa de uma atitude de vingança sórdida, ignóbil, torpe, mesquinha para com esta família.
Ou será antes um ajuste de contas pelo baptizado que não quis celebrar e foi feito na paróquia de Figueiredo?
Onde está o respeito pelos mortos que a Igreja tanto pede?

Que motivos estão por detrás deste comportamento?
Os factos relatados são baseados nos relatos juntos dos familiares.
É preciso um sério exame de consciência!

domingo, 12 de dezembro de 2010

FECHADO ACESSO DIRECTO AO WC

Decretou o Pároco de Telhado que a partir de onten, domingo, dia 12 de Dezembro de 2010, o acesso aos quartos de banho passa a ser feito pela cave. A porta que dá acesso pelo Rés-do-chão não se abre.

Até agora, quem desejasse utilizar os quartos de banhos do salão paroquial, tinha este acesso fácil, rápido mais cómodo e com rampa.

Estava praticamente ao nível do solo (rés-do-chão elevado).

Quem precisar de utilizar os quartos de banho terá que fazer um percurso mais penoso.

Descer à cave,

subir ao Rés-do-chão e

voltar a descer à cave.

Coitados dos idosos e das pessoas com dificuldade de mobilidade.

Se o acesso exterior tem rampa, pelo interior, tem escadas. É este o cenário que passa a vigorar nesta paróquia.

Que razões estão por detrás desta decisão? Estranho mas não é a pensar nas pessoas.

Quando se fala tanto em mobilidade, vemos que a paróquia de Telhado complica a mobilidade. Ou a intenção é mesmo complicar a vida às pessoas?

SACRISTIA CONTINUA A SER FECHADA AO GRUPO CORAL

Não sabendo o motivo nem as razões, a sacristia, no final da eucaristia, continua a ser fechada ao grupo Coral. Lamentavelmente, nos últimos domingos os livros, as pastas, as Revistas de música Sacra e outros livros tiveram que ficar em cima dos bancos, do órgão.

Porque motivo o sacristão, com a conivência e conhecimento do pároco, continua a fechar a sacristia?
Só em Telhado é que acontecem destas coisas. Mais grave é ser dentro de uma igreja e a membros da mesma comunidade e que trabalham para essa comunidade?

É desta forma que se estima o património desta comunidade? Como se pode pôr os livros no armário de arquivo próprio quando a sacristia está fechada?

sábado, 20 de novembro de 2010

PREOCUPAÇÕES DE DOM JORGE SOBRE OS PADRES.


No passado dia 16, reuniu o Conselho Presbiteral ao qual D. Jorge Ortiga presidiu. O Conselho Presbiteral é o órgão representativo de todos os sacerdotes, equivalente a um “senado” do Bispo para o governo da Diocese.

Nesta nota, o arcebispo de Braga, Dom Jorge revela algumas preocupações nesta Igreja diocesana a que preside. Mais do que isso, estão patentes alguns dos problemas que a diocese tem vivido com alguns sacerdotes. Relembro aqui os casos recentes ( Fafe e S. Torcato; e outros que não sendo públicos preocupam o responsável desta diocese de Braga). Dom Jorge admite
que a Igreja em Portugal “poderá estar a viver um momento histórico” que a obriga a reposicionar-se face à sociedade actual.

Para este responsável, a Igreja foi desafiada a “repensar-se” para delinear “uma pastoral adequada aos novos tempos”. Aos padres, em particular, D. Jorge Ortiga pediu que sejam “discípulos” e não “mercenários da religião e da caridade”.


Trancrevo o texto de D. Jorge Ortiga para a abertura dos trabalhos sobre o Conselho Presbiteral Arquidiocesano, de terça feira, dia 16 de Novembro de 2010. Os sublinhados são meus.

"A Igreja em Portugal poderá estar a viver um momento histórico. Foi desafiada a “repensar-se” para delinear, no discernimento do Espírito, uma pastoral adequada aos novos tempos. Não é pretensão encontrar alternativas pastorais que visem apenas substituir ou passar a novos modelos.
A crise obriga-nos a ir ao âmago das questões e reconhecer que num mundo em constante transformação não bastam meras adaptações. Inteiramente disponível e liberta para a anunciar a Boa-Nova de Cristo em todo o tempo e lugar, a Igreja testemunhará assim a beleza da presença de Deus no meio do seu Povo.
Deste pressuposto emerge a interpretação da actual crise como ressurgimento de um discipulado a caminho de Emaús, pronto a escutar e a viver a surpreendente novidade da Palavra de Deus. É certo que não se trata duma época muito reconfortante. Não obstante, com ela advém uma nova hipótese e oportunidade para a Igreja se reposicionar teológica e antropologicamente no mundo. Uma leitura crente e orante da realidade poderá fazer voltar o nosso olhar para onde a vida é precária e débil e responsabilizar-nos na credibilização de um Deus amigo dos homens.
Muitos procuram decretar a morte de Deus e da religião. Por vezes, isso é fruto do testemunho de crentes que vivem a sua fé ao nível mais básico, baseada em ritualismos, expressões eclécticas e individuais. Surpreendentemente, a sede de espiritualidade, de ética nas relações pessoais e nas instituições, de reconhecimento dos valores humanos como caminho de construção de um novo mundo, manifesta o drama existencial daqueles que tentam eliminar Deus das suas vidas. Perante os desafios do mundo actual à fé cristã, o Evangelho terá de continuar a ser aquela «frescura metafórica» (Paul Ricoeur) que transforma a vida, sem eliminar a sadia tensão (confronto) entre anúncio e realização da Palavra de Deus.
Nas horas de mudança somos tentados a ceder a um certo saudosismo, que inibe a força e alegria para encetarmos um novo dinamismo pastoral. É imperioso dar espaço e “oportunidade ao inédito”. Se existe medo é porque falta fé e confiança na vontade de Deus, o que é à partida antievangélico. A realização do Evangelho não é fruto da força humana mas da vontade do Espírito Santo, que age no nosso interior e nos empurra para a missão. O espírito Beneditino e Franciscano, para falar em duas referências históricas de recriação pastoral, foram autênticas primaveras na Igreja, de homens e mulheres, que sob acção do Espírito de Deus, encontraram a realização do Evangelho na oração e no trabalho, na pregação e na fraternidade do amor de Deus.

Mas o que nos falta para realizar quotidianamente uma nova primavera na Igreja? Bento XVI, citando João Paulo II na sua homilia do Porto, considera que “a Igreja tem necessidade sobretudo de grandes correntes, movimentos e testemunhos de santidade entre os fiéis, porque é da santidade que nasce toda a autêntica renovação da Igreja, todo o enriquecimento da fé e do seguimento cristão, uma reactualização vital e fecunda do Cristianismo com as necessidades dos homens, uma renovada forma de presença no coração da existência humana e da cultura das nações”.
Para que esta primavera aconteça é indispensável permanecermos conscientes de que somos os primeiros destinatários do Evangelho, o qual exige de nós fidelidade e seguimento. Como afirma André Foisson “quando anunciamos o Evangelho, sem nos apercebermos, arriscamo-nos a esquecer-nos de continuar a ser os seus primeiros destinatários. Tudo se passa então como se, estando nós adequadamente adaptados ao Evangelho, só nos restasse transmiti-lo ao outro. É um pouco como se não tivessemos mais nada para escutar e receber do Evangelho, mas que, “mestres” passados na arte de o compreender e de o Viver, nos restasse simplesmente ser para outro os destinatários” “Por outras palavras, a questão mais importante para o evangelizador não é saber Como anunciar o Evangelho?, mas antes, o que é que o Evangelho me diz hoje? Em que medida é que o Evangelho é uma novidade boa para mim?” (in Pastoral Catequética, Janeiro 2010, pg. 134-135).
Na aceitação desta visão surge necessariamente um apelo à conversão do nosso modo de estar em Igreja. Por isso, inquieta-me o modo e o tempo que os sacerdotes têm dedicado à Evangelização da Boa-nova de Cristo. Algumas questões se colocam:
  • Onde está centralizada a nossa pastoral?
  • O que nos move?
  • O que é ser discípulo de Cristo, hoje?
  • Quais as nossas preocupações e prioridades fundamentais?
  • A quem e o que é que buscamos?
  • Como acolhemos as pessoas nas nossas comunidades?
  • “A disciplina normativa”, por vezes único critério, é compreendida e devidamente explicitada à luz do Evangelho?
  • Actuamos como discípulos ou como mercenários da religião e da caridade?
  • Será que não temos transformado a nossa vida numa mera auto-realização pessoal dos nossos projectos?
São muitos os bons exemplos de padres e leigos que seguem a Cristo radicalmente e que levam uma vida coerente com aquilo em que acreditam.
Contudo, outros permanecem à margem do Evangelho e da comunhão eclesial. Espero que este Conselho Presbiteral, com a doação de cada um, possa ser uma ajuda preciosa para a mudança de paradigma na Arquidiocese e em Portugal.
Uma certeza acompanha-nos: não basta adaptar modelos; é preciso que cada um se sinta parte implicada nessa mudança. Que o Verbo encarnado, por intercessão da Virgem Maria, nos ajude sempre a discernir caminhos novos de comunhão em prol da Igreja e da humanidade."
† Jorge Ortiga, A.P
 

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