terça-feira, 19 de janeiro de 2010

AMI NO HAITI - AJUDE PARA QUE POSSAM AJUDAR

A AMI é uma fundação criada em 5 de Dezembro de 1984, pelo médico cirurgião urologista Fernando Nobre, destinada a intervir rapidamente em situações de crise e emergência e a combater o subdesenvolvimento, a fome, a pobreza, a exclusão social e as sequelas de guerra em qualquer parte do Mundo.
A AMI criou doze equipamentos Sociais em Portugal e já actuou em dezenas de países de todo o Mundo, para onde enviou toneladas de ajuda (medicamentos e equipamento médico, alimentos, roupas, viaturas, geradores, etc.) e centenas de voluntários.

E, perante a tragédia e destruição provocada pelo sismo que ocorreu no dia 12, a AMI parte para prestar auxílio às vítimas no Haiti.

Por isso, a AMI, precisa de ajuda. Nem que seja um simples euro. Colabore para que a ajuda chegue a quem precisa. A AMI, é uma das instituições que ao longo destes anos tem demonstrado que podemos confiar os nossos donativos. Consulte todos os dados em: http://ami.blogs.sapo.pt ou http://www.ami.org.pt/default.asp?id=p1p5p18

Contribua para esta missão através do NIB: 0007 001 500 400 000 00672
IBAN: PT 50 0007 001 500 400 000 00672 SWIFT: BESCPTPL
Multibanco: Entidade 20909 Referência 909 909 909 em Pagamento de Serviços.




segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

JARDIM DE INFÂNCIA DE TELHADO. PARADO?

Foi no dia 17 de Setembro de 2008, que o presidente da Câmara lançou a primeira pedra do jardim-de-infância de Telhado. Estamos em 2010. Diz o cartaz, lá mesmo ao lado: Prazo para execução: 354 dias. Já devia estar em funcionamento neste ano lectivo. Afinal, que se passa com as obras? Paradas? Ou vai acontecer como muitas obras que se têm feito nesta freguesia: começam e ficam sem ser concluídas?
Nessa altura o edil famalicense afirmava: «Não vamos permitir atrasos, nem que haja freguesias a duas velocidades», declarou, notando um «grande equilíbrio» entre as 49 freguesias.
Confirmar em: http://www.cidadehoje.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=767&Itemid=159

domingo, 17 de janeiro de 2010

EXPOSIÇÃO SOBRE AS MISSÕES DOS CAPUCHINHOS PORTUGUESES

De 16 a 30 de Janeiro, Barcelos acolhe uma exposição sobre as missões dos Capuchinhos Portugueses em Moçambique, Angola e Timor-Leste. Intitulada «Um partir em cada manhã», na antiga loja «Sá cortinas», perto da Igreja do Senhor da Cruz, a exposição mostra o trabalho destes missionários naqueles países lusófonos.

Desde 1944, eles percorreram milhares de quilómetros passando por Moçambique (1944), Angola (1954) e Timor-Leste (2003).

Oportunidade de conhecer ainda melhor os capuchinhos e ver o seu papel e missão uma vez que Telhado tem dois padres Capuchinhos (Frei José Maria, em Gondomar e Frei António Joaquim, em Camabatela, Angola).

Actualmente, os Capuchinos, em Portugal tem as seguintes comunidades (Barcelos, Porto, Gondomar, Fátima, Lisboa e Baixa da Banheira). No mundo: Timor Leste e Angola.

EXPOSIÇÃO SOBRE CULTO EUCARÍSTICO EM FAMALICÃO

Decorre de 17 de Janeiro a 7 de Fevereiro, na Igreja paroquial do Mosteiro de Landim, uma Exposição arciprestal de Peças de culto Eucarístico. Este evento insere-se na comemoração dos 300 anos dos Lausperene na Arquidiocese de Braga.

A exposição estará aberta ao público nos seguintes horários: de Segunda a Sexta-feira, das 9h30 às 12h00 e das 14h30 às 17h30; ao Sábado e Domingo, das 14h30 às 17h30. Nos dias 24 e 31 de Janeiro, das 17h30 às 18h30, haverá exposição do Santíssimo, hora de adoração e vésperas. A exposição encerrará no dia 7 de Fevereiro, com a oração de vésperas solenes.
Esta Exposição mostrará peças provenientes de quase todas as paróquias do Arciprestado de V. N. Famalicão, que além de antigas e de valor patrimonial, guardam em si a riqueza ímpar de estarem, na história de cada comunidade, associadas ao culto de Jesus Eucaristia.

domingo, 10 de janeiro de 2010

BREVEMENTE: DOCUMENTOS E NOVIDADES

Muito brevemente publicarei documentos e cartas de coisas sobre a paróquia de Telhado e seus intervenientes.
A Chama e a esperança não pode terminar!!!

FESTA DO MENINO

Praticamente em todas as paróquias do concelho e diria que do Minho se realizam as festas em honra do Deus Menino.
Em Telhado e durante muitos anos, esta festa era realizada pelos jovens solteiros. Os rapazes tratavam de toda a organização e preparação da festa e as raparigas dedicavam à feitura das flores para a ornamentação exteior. Mas, até esta festa quase terminou. Sempre se foi fazendo em função da vontade do povo e da sua contribuição.
Nos últimos anos, esta festa tem sido promovida pelos escuteiros, Agrupamento 464, desta paróquia. Tal com já referi num dos artigos anteriores, também o presépio foi da responsabilidade dos escuteiros bem como a ornamentação exterior.
Aqui ficam algumas fotos da festa. Um dia gelado e com alguns flocos de neve. Nada de assustar. Até foi possível a saída da procissão.

Tal como é tradicional em qualquer festa, no final do sermão, procissão, seguiu-se o momento de diversão com a actuação do grupo de música popular "Os chegadinhos ao Copo".

Devido ao frio, a actuação foi no interior do salão paroquial. Infelizme o espaço não permitiu que o grupo mostrasse a qualidade que imprime na sua actuação e música. Parabéns pelo progresso e pela divulgação da música popular.

sábado, 9 de janeiro de 2010

PARÓQUIA DE TELHADO: QUE FUTURO?

No início de mais um ano, volto a escrever para alertar e despertar as consciências adormecidas. De facto, há na nossa sociedade pessoas, entidades que gostam que o povo ande entretido e até anestesiado. Se não é com o futebol, é com casos que entretém e não deixam que o povo pense. É o que se passa neste momento no nosso país: não interessa falar da verdadeira crise, lança-se na sociedade o tema do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Serve para tentar esconder problemas graves e sérios que afectam muitos portugueses (o aumento do desemprego, a instabilidade económica, a crise social, o fecho diário de muitas empresas). Por isso, constatamos que há uma irresponsabilidade muito grande por parte daqueles que elegemos e confiamos os destinos do nosso país. Antes das eleições é só promessas. Depois de sentados e instalados fazem um manguito ao “Zé Povinho”. Mas curioso que o Povo vê, sabe e deixar andar. E muitas vezes continua a aplaudir. Pois dizem, são todos iguais. E os governantes continuam a gerir, digo, gastar, mal o nosso dinheiro. Queremos ser como os outros nalgumas coisas. Mas nas essenciais (ordenados, saúde, impostos, produtividade, reformas, justiça…) continuamos na cauda dos países da comunidade.
É o país e a minha terra. Que futuro?
A nossa paróquia está a ficar parada. Gostava de a ver mais dinâmica, mais evoluída social e culturalmente. Com meios, recursos e espaços para os jovens se encontrarem, os idosos partilharem os momentos de solidão e de partilha de experiências.
Sinto que nesta terra há pessoas que receiam quando outras pensam, têm ideias e projectos. Vivemos no mundo onde é necessário reflectir e não se deixar levar por aquilo que nos querem impingir ou até mesmo tentar uma “lavagem” ao cérebro. Já passou o tempo de um pensar e os outros seguirem ao toque da corneta. Ou o tempo de ouvir e calar. Na vida, muitas vezes, precisamos de fazer silêncio, parar e reflectir sobre o presente e o futuro da nossa comunidade. Olhando para o passado, não se vislumbra grande futuro. Muitas vezes me interrogo: Afinal o que é feito da vontade do povo de Telhado? Onde está a vossa ousadia, a vossa coragem? Talvez o povo de garra, de energia, de luta perdeu-se no tempo.
Por isso, o pároco de Telhado, recentemente, afirmava no altar: “muitos de vós não tendes Fé. Tendes fezes”. Será que tem razão? Ou o povo de Telhado perdeu mesmo a fé?
Aliás, na altura, tal afirmação além de me deixar perplexo provocou-me a dúvida se fé teria plural ou não. Mas de facto, fé não tem plural: é fé. Ou o crente tem fé e, acredita, ou não tem fé e, simplesmente, não acredita. Portanto, fezes, pode ser tudo menos o plural de Fé.

Preocupa-me ver o povo de telhado apático, indiferente, de braços cruzados. Um povo que continua a ignorar os problemas sérios que permanecem nesta terra. Povo que não reage e não quer ver o que é óbvio. Nada diz e muito menos faz. Vejo e oiço a criticar. Mas não vejo este povo de Telhado a reunir-se, a discutir os assuntos com seriedade, frontalidade, verdade e sem medo. Quem o faz? Onde? E quando? Não tenho conhecimento. Só burburinho e nada mais. Muitos homens e mulheres assistem e muitas vezes lavam as mãos como Pilatos. Fazem de conta que não lhes diz respeito.
Mas chegará o dia em que seremos responsabilizados pela nossa inacção. Pois, pecar pode ser por acção ou por omissão. E muitas vezes, os pecados de omissão são tão ou mais graves que os de acção. E tantas coisas que deixamos de fazer porque não nos queremos chatear, pois dizem, estão cansados.
Também os “altos responsáveis” continuam a pactuar com este estado de coisas. Eles acham que deve ser resolvido com diálogo, com palmadinhas nas costas. Diálogo? Nesta terra não existe diálogo nem tolerância. E ai daqueles que levantam a voz e discordam. Usa-se de vingança, afasta-se ou tenta-se afastar pessoas, acabam-se movimentos, deixa-se tudo ao abandono e em plena degradação.
Esses Responsáveis, aparecerão um dia a tentar remediar o que já não tem cura. Aparecerão como salvadores e apaziguadores. Eles sabem mas fazem de conta que está tudo bem. Sorriem, exortam ao trabalho, ao convívio. Pedem a mudança mas eles próprios não mudam nem exigem porque lhes falta a coragem e capacidade de exigência e respeito.
Povo de telhado está na hora de acordar e sair deste marasmo.
Vale a pena sonhar como diz o poeta António Gedeão na Pedra Filosofal:


Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança
.


Neste Natal não foi possível “arrancar as barbas” e “enterrar o Pai Natal” nem muito menos “atirá-lo pela chaminé e queimá-lo”.
Mas em 2010, é preciso enterrar e colocar de lado muita coisa. Sem isso, Telhado continuará a regredir. Pense e faça alguma coisa por esta terra que se chama Telhado.
Não deixe que o património humano, cultural e material continue a degradar-se.
Artigo publicado no Jornal Pegadas em 10 de Janeiro de 2010.
 

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