sexta-feira, 7 de outubro de 2011

ANO PASTORAL 2011-2012 - Ano dos Conselhos Pastorais Paroquiais?

Desde há longa data que Dom Jorge Ortiga tem tentado incutir a ideia dos Conselhos Pastorais Paroquiais (CPP). Em muitas paróquias, tal como em Telhado, a sua criação ainda não aconteceu. Na sua mensagem no vídeo de lançamento do ano Pastoral 2011-2012, subordinado ao lema: “A Igreja alimenta-se da Palavra. Um povo que produza os seus frutos”.

D. Jorge Ortiga afirma: “Temos diante de nós o dever e a obrigação não só de fazer com que os conselhos pastorais paroquiais funcionem mas que ao mesmo tempo eles tragam um ritmo novo à nossa comunidade”, que deve estar “atenta aos sinais dos tempos”. Salienta ainda que os Conselhos Pastorais “nunca” se devem tornar numa “mera estrutura, mas uma verdadeira experiência de comunhão, diálogo e discernimento dos melhores caminhos, para que a Palavra transforme o coração das pessoas”.
O que é um CPP? É um organismo, presidido pelo pároco, constituído pelas comunidades de vida residentes na paróquia, pelos representantes dos grupos paroquiais (escuteiros, corais, juventude, movimentos de casais, confrarias, movimentos de acção sócio-caritativa, e outros movimentos, etc....
No dia do Arquidiocesano do Catequista, 10 de Setembro, Dom Jorge Ortiga, já fazia referências aos CPP dizendo:

Há paróquias onde o seu serviço é já realidade consolidada; há outras que nunca ouviram, nem sequer falar da sua necessidade.”

Mas podemos ver paróquias onde já funcionam. Estas são aquelas que são possíveis ver online: http://www.paroquialandim.com/ e http://www.paroquiaaves.pt/.
E continua: “Caríssimos catequistas, será que vos poderei pedir que leveis a todas as paróquias este desejo dum Arcebispo, que apenas quer “presidir à caridade”, que espera que os Conselhos Pastorais Paroquiais funcionem na sua expressão estritamente paroquial ou intra-paroquial?
A qualidade da catequese também depende disto. Se eles existirem e funcionarem, como experiência concreta da comunhão, saberão renovar toda a pastoral numa fidelidade à doutrina eclesial e testemunhar a verdadeira unidade na paróquia, sempre em plena sintonia com a Arquidiocese.
Acreditai: trata-se de uma aposta que qualificará a catequese e todas as outras actividades pastorais. Caso contrário, continuaremos a ser comunidades que não produzem frutos, mas que se contentam com os agraços.”
Estes são os desejos do Pastor diocesano, o Arcebispo Primaz. Por isso, os CPP são imprescindíveis para que o povo de Deus concretize as suas 4 funções básicas da acção eclesial no meio do mundo: evangelizar, catequizar, celebrar a fé e vivê-la por meio do exercício da caridade.


PORQUE SE RESISTE ÀCRIAÇÃO DOS CPP??

Durante muitos anos a Igreja fechou-se sobre si mesmo. Era essa a realidade até ao Concílio Vaticano II. Mas, manteve-se para além e nalgumas comunidades até aos dias actuais. Responsabilidade da própria hierarquia da Igreja. Porque, a criação dos CPP não é retirar poder a ninguém mas gerar comunhão, partilha na comunidade. A Igreja não pode afirmar-se como simples massa de pessoas baptizadas que vão à eucaristia e vivem uma religiosidade individualista. O cristão não pode viver isolado em si mesmo. Porque isolado não gera comunhão. Todos somos Igreja e todos fazemos Igreja, isto é, fazemos parte de um Povo com carismas diversificados. É esta diversidade de dons que enriquece a Igreja. Mas para isso, é necessário que cada um assuma a responsabilidade na Igreja. Trabalhar em Igreja implica interpelar, estimular, desafiar, dialogar, compreender, etc. Não somos todos irmãos e discípulos de Jesus Cristo?

Tem razão Dom Jorge Ortiga ao afirmar que os CPP "não são um mero exercício de “democracia pastoral”, mas aposta na presença de Cristo no meio de “dois ou mais”, que se amam com seu amor, edificando, assim, a verdadeira Igreja como Sacramento do Seu amor salvífico".

Relembro o tema para este ano Pastoral:“A Igreja alimenta-se da Palavra. Um povo que produza os seus frutos”. Se olharmos para a parábola da vinha do Senhor (27º Domingo: um Senhor planta uma vinha com todo o cuidado e tecnologia; confia-a a uns vinhateiros, conhecedores da profissão. Quando chega o tempo da vindima, manda buscar a colheita e é surpreendido. Os vinhateiros não entregam os frutos e maltratam os enviados... nem sequer respeitam o próprio filho do dono.E Chegam a matá-lo.
- A "Vinha" não será destruída, mas os trabalhadores serão substituídos...
Se a vinha é o Povo de Deus, na Igreja quem são os vinhateiros? Como poderá a vinha produzir frutos se os vinhateiros não cuidam da vinha que lhes foi confiada?
A proposta para este ano pastoral é exigente, tal como a Palavra. Mas se não escutamos a Palavra e não A pomos em prática, essa Palavra, não produzirá frutos.
Será a culpa da vinha ou dos vinhateiros?


FINALIDADES E VANTAGENS DA EXISTÊNCIA DOS CPP

O CPP é um verdadeiro instrumento de integração, de convergência de todos as forças evangelizadoras da paróquia.

A sua grande finalidade principal é a programação, animação, coordenação, informação da acção pastoral.

Poder-se-á apontar algumas das funções do CPP:

- Analisar a realidade da comunidade paroquial e do povo que tem que evangelizar procurando resposta mais adequadas à realidade.

- Elaborar, anualmente, com a colaboração de todos os grupos paroquiais, o plano pastoral da paróquia.

- Organizar o calendário das iniciativas.

- Coordenar o trbalho eclesial de todos os grupos paroquiais.

- No final do ano fazer uma revisão da acção pastoral desenvolvida na paróquia e ver se está de acordo com o plano da Diocese e do arciprestado, etc...

A responsabilização, a distribuição de tarefas permanentes tem vindo a defender na paróquia de Telhado, pelo menos desde Janeiro 2006. data em que entreguei pessoalmente uma carta ao Pároco de Telhado e da qual trancrevo:

Senhor Padre Carneiro,
Como já referi algumas vezes, e até em público, a nossa paróquia tem tudo…mas está desorganizada.
O Sr Padre Carneiro, tem responsabilidades que deveriam ser assumidas pelos leigos, pelos cristãos desta paróquia. Há tarefas que precisam de ser confiadas, distribuídas. Enquanto, tal não suceder,
Posso enumerar diversas:
Salão Paroquial: manutenção, limpeza, obras, abertura/encerramento Bar do salão: que deveria ter estatuto próprio e com regras pré-definidas relativa à sua exploração.
Igreja: limpeza, ornamentação, segurança, iluminação, sinos,
A Liturgia: os grupos corais, os acólitos, os leitores, as zeladoras, os ministros extraordinários da comunhão…
Parte Comunitária: o passeio paroquial, a festa de Natal, Mês de Maria e procissão de velas.
E mais que poderia mencionar.
Poderá perguntar e pessoas responsáveis para isto? Quem? Afirmo que felizmente esta paróquia tem pessoas que querem trabalhar e que são capazes de o fazer. Mas desta forma não tenhamos ilusões: a paróquia está à deriva.
Se de facto o Sr Padre Carneiro pretende concretizar as quatro obras que já referi, é preciso mudar atitudes, mudar comportamentos. “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, não acredito que se aplique a Telhado.


Esta foi uma parte da minha exposição escrita em 2006. Já lá vão 5 anos. O tempo passa e tudo permanece.

domingo, 11 de setembro de 2011

BODAS DE OURO SACERDOTAIS EM VALE S. COSME

Monsenhor Joaquim Morais da Costa celebrou neste domingo dia 11, na comunidade paroquial de Vale S. Cosme as suas Bodas de Ouro Sacerdotais. A comunidade reuniu-se e uniu-se para homenagear um filho da Terra. Vale S. Cosme demonstrou que não esquece os filhos da terra. Por isso, prestou esta homenagem pelos 50 anos de sacerdócio e serviço à Igreja.
Mosenhor Joaquim Morais nasceu a 14 de Outubro de 1936. Entrou no Seminário de Braga em 1948 e é ordenados presbítero em 15-08-1961. Desde 1972 a 1999 é pároco de S. Victor, em Braga (com seu irmão P. José Morais da Costa). Desde 1999, é Reitor do santuário do Sameiro, Braga.
"Sou feliz" é uma das frases de Monsenhor Morais da Costa. Se dúvidas houvesse, estariam desfeitas para quem conhece e conviveu com este "homem de Deus". A sua sua energia, alegria e entusiasmo que sempre demontrou ao longo destes 50 anos de sacerdócio. Empenho, verticalidade, generosidade, bondade, entrega, humildade e simplicidade foram muitas das qualidades que alguns dos intervenientes realçaram do Monsenhor Morais da Costa.
Nesta cerimónia, Monsenhor Morais da Costa quis juntar muitos daqueles que "de 1948 a 1961 e longo da minha vida de sacerdócio viajaram na mesma carruagem, e em diferentes apeadeiros mudaram de rumo." Convidou, também, os ex-seminaristas das comunidades vizinhas para partilhar a alegria de ser padre. "... ser padre é isto somente não ser de si nem dos seus para ser de toda a gente." (A. Correa de Oliveira).
Os paroquianos associaram-se em grande número a esta homenagem simples, mas com muita sobriedade; Concelebraram diversos sacerdotes, colegas e amigos, o Arcipreste de Famalicão, Pe Mário Martins e no já final da cerimónia marcou presença o Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga que também dirigiu uma palavra de apreço pelo seu trabalho e dedicação ao longo de 50 anos de sacerdócio. E lançou um apelo para as famílias, pai e mãe, servirem de eco de despertar de vocações, tal como o foram os pais do Monsenhor Morais.
No final da eucaristia de acção de graças um momento de convívio e confraternização para os convidados e amigos, no centro Social e Paroquial.
Parabéns pelos 50 anos e obrigado pelos vezes de convívio e recepção acolhedora na residência paroquial de S. Victor nos idos anos 1981, 1982... quando um grupo de seminaristas (de Telhado e Vale S. Cosme) aí se deslocava.


Agradeço ao Daniel Coelho pela cedência das imagens que aqui deixo.



domingo, 14 de agosto de 2011

WC'S FECHADOS EM DIA DE FESTA

É uma vergonha que num dia de festa o acesso aos quartos de banho (wc) pela porta do adro estivesse fechada. Continua a obrigar-se os velhos, aleijados a subir e descer escadas quando existe uma rampa.

Nesta freguesia de Telhado continua a não se respeitar os mais velhos, sobretudo o que têm dificuldade de locomoção e os deficientes. Diversos foram os comentários a este respeito. É lamentável que se transmita esta imagem de grosseria para quem nos visita. Nem sequer disponibilizamos os wc com acessos com dignidade e respeito pela diferença.
Não entendo a teimosia de obrigar as pessoas a descer à cave, subir as escadas até ao Rés-do-chão para depois voltar a descer à cave. masoquismo? Falta de respeito? Será isto vivência cristã?

Isto não foi distracção. Mas julgo que de mau gosto e de pouca sensibilidade.
Já tinha escrito a este respeito em 10-12-2010, quando o Pároco de Telhado decretou o fecho do acesso aos quartos de banho pela porta do adro. Aliás, foi construída lá uma rampa para acesso dos deficientes e pessoas com dificuldade de mobilidade. No entanto, são estas atitudes quem nos visita leva de Telhado. Infelizmente, muitos já estão habituados.
Haja moral para não falarmos na legalidade.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

NAS FÉRIAS VALE TUDO?!

Por estes dias muitos gozam as suas férias. Emigrantes regressam ao seu país, uns para matar saudades, e outros para exibir os seus bólides.
Ora, muitos levam à letra: férias são férias, logo, vale tudo. Errado. Enquanto uns gozam férias outros trabalham; enquanto uns querem divertimento total outros procuram o sossego. daí ser importante cada um respeitar as férias dos outros.

É como estar na praia e ser incomodado por aqueles que querem fazer do areal um campo de futebol. Muitas prais tem espaço para isso tudo, mas existem aquelas cujo areal é demasiado pequeno para os banhistas quanto mais para jogar futebol.

Por todo o lado multiplicam-se as festas, os festivaism, os arraiais... Eventos produtores de ruído, confusão e lixo. As autoridades nada fazem e também muitas vezes não podem agir. A lei não permite barulhos após as 22h00, mas paga-se uma licença e já pode haver música, baile. É assim o nosso país.
Mas parece ser normal. Porque uns gostam e os outros têm que suportar.
É o mês de Agosto. Vale tudo, menos respeitar os direitos dos outros. Por isso, nas estradas os impacientes não conseguem suportar as filas e não cumprem as regras de trânsito pondo em risco a sua vida e sobretudo a dos outros.

Nos locais de concentração, estaciona-se de qualquer maneira, por vezes ocupando o lugar que dá para duas viaturas ou mesmo em locais proibidos.
Nos santuários (Sameiro, S. Bento da Porta Aberta, Fátima e outros) multidões de pessoa não respeitam o silêncio próprio do local. Falam alto, parecendo um autêntico mercado. Há pessoas que até falam ao telemóvel dentro das igrejas. Já nem me refiro áqueles que se esquecem de o desligar ou silenciar e depois começam a tocar durante as missas. E nesses momento o telemóvel nem aparece, e toca, toca....
As férias podem ser tempo de encontro e diversão. Mas devem sê-lo dentro do respeito dos outros que procuram também o seu descanso.

As férias não podem ser uma escapatória para a permissão total. Pode valer tudo mas dentro do respeito dos direitos dos outros.

Boas férias!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

35º ANIVERSÁRIO AGRUP 464



Este fim de semana, o Agrup 464, celebrou o seu 35º aniversário sob o lema “Eu sou, Tu foste….. Anda Reviver”.
Foi um convite para os actuais escuteiros bem como todos aqueles que já fizeram parte deste Agrupamento ao longo destes 35 anos. Juntaram-se cerca de 40 ex-escuteiros (T-Shirt roxa) para reviver o passado integrando-se neste acampamento. Por lá passaram alguns dos fundadores do Agrupamento: José Luís Costa Barroso, Armando Borges e José M. Passos e o actual Pároco e assistente do Agrupamento.
Na eucaristia também estiveram presentes: Valdemar Magalhães e Jaime Rebelo, Chefe de Núcleo e Pres da Mesa do Cons de Núcleo, respectivamente.
Na Eucaristia presidida pelo Pároco e assistência, pegando na parábola do semeador, disse que a semente tinha sido lançada há 35 anos. “Os mais novos esperam lição dos mais velhos e os mais velhos, esperemos que sejam bons pais, bons cristãos e amadores da vida da paróquia.”
Neste domingo da Párabola do semeador, o Pároco alertou para os cuidados a ter com as sementes que o mundo lança: “Um mundo traiçoeiro e enganador”, bem como cautela com “as trafolhices do mundo, a deslealdade e tacanhez das pessoas”.
De facto, não podemos parar. A vida é um contínuo caminhar e avançar. Uma construção permanente. De inquietações, de anseios. De espinhos e obstáculos criados pelo homem que se acha sabedor e conhecedor de todas as coisas. O homem sonha mas o mundo não avança porque muitos homens não querem. Ou querem somente o que a sua vontade anseia. Os velhos do Restelo já os conhecemos desde os descobrimentos. Eles ainda hoje existem.


Por isso, o Escuta deve estar Sempre Alerta…. para melhor servir. Cumprir os seus preceitos e ajudar a construir uma sociedade melhor.

Os escuteiros trabalharam com afinco na preparação deste acampamento. Tudo ao pormenor. Muita criatividade, mas sempre com a preocupação do respeito pela natureza, até um chuveiro para banhos, "ecopontos". Aqui vemos que o homem pode viver e conviver com a natureza sem a destruir. Aqui ficam algumas dos momentos desse acampamento:
































BODAS DE OURO SACERDOTAIS

Celebra as Bodas de Ouro sacerdotais, O Sr. Pe. Joaquim Faria Pereira.
Nasceu em Telhado em 06-11-1935, no Lugar de Penides. Recebeu o sacramento da Ordem em 09-07-1961.
Já foi Pároco em diversas paróquias da Arquidiocese de Braga. Desde 22/08/1996, é pároco de Atiães, Vila Verde.
Muitos Telhadenses ainda se recordam do Pe Joaquim Faria Pereira porque, de quando em vez, aparece na paróquia para participar nos funerais de pessoas amigas e do seu tempo de menino nesta paróquia de Telhado.
Não ouvi uma palavra a respeito dos 50 anos de sacerdócio. Por isso, neste meu Blogue, tal como no artigo do Pegadas, não quis deixar passar em claro esta data.
era bom não esquecer os conterrâneos.
Parabéns pelos seus 50 anos de sacerdócio, pelo trabalho e dedicação à Igreja e Evangelização do Reino. Para muitos continuará a ser um Telhadense que não esquece as suas origens o seu “torrão”, pois, “Telhado é nossa terra muito amada”, como refere o Hino Paroquial. Que Deus o cumule de bênçãos e força para o anúncio da Palavra no Rebanho que lhe está confiado.

terça-feira, 3 de maio de 2011

A CAPACIDADE DO HOMEM!!!!!!

A maior parte das vezes queixamo-nos por tudo e por nada. Nunca estamos satisfeitos connosco e com os outros. Até podemos ter tudo, materialmente, mas continuamos a lamentar-nos.
No entanto, há pessoas capazes de ultrapassar todas as barreiras e limites. Muitas têm uma força interior capaz de "mover montanhas". Nas adversidades encontram oportunidades de para se superar e demonstrar as suas forças e potencialidades.
Partilho o vídeo em baixo porque revela a capacidade que o Homem tem; aqui está demonstrada que quando o "homem sonha o mundo avança".
Mais do que isso, demonstra-nos o poder que o sorriso tem em nós e provoca nos outros. Infelizmente, vemos na nossa sociedade caras tristes, abatidas. O sorriso tem um poder mágico e contagiante. Pena é que muitas pessoas não sejam capazes de sorrir. O sorriso é mais importante para quem o recebe do que para quem o dá. Como é bom ver alguém sorrir.

VALE A PENA VER:



 

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