domingo, 14 de outubro de 2012


ACORDAI
 
Portugal está a caminhar para dias muito difíceis. Há um mês, o povo veio para a rua demonstrar aos políticos que o povo é sereno, é capaz de suportar sacrifícios, mas com limites e com equidade. Todos estamos cansados de ouvir falar de crise.
Até agora, os políticos gastaram o nosso dinheiro, em construções megalómanas, estradas e auto-estradas paralelas, festas e festanças, foguetórios. Havia dinheiro para tudo.
Ao longo de 30 anos foi gastar por conta. Em 2005, Durão Barroso, diz que o país está de tanga e “foge” para um “tacho” que lhe dá mais dinheiro e regalias. Aliás, Miguel de Sousa Tavares escrevia recentemente: Durão Barroso é uma espécie de cata-vento da impotência e incompetência dos dirigentes europeus. Todas as semanas ele cheira o vento e vira-se para o lado de onde ele sopra”
Na nossa sociedade, infelizmente, há muitos cata-ventos. Viram-se conforme lhes dá jeito. Batem palmadinhas nas costas, dizem que sim por conveniência, aparecem e desaparecem como o fumo. Esses andam atrás do interesse próprio sem dar nada à sociedade. Aparecem com sorrisos falsos; falam só o que lhes convém; dizem palavras bonitas mas ocas de sentido porque a sua vida é em tudo contrária áquilo que afirmam. Alguns são verdadeiros lobos com peles de cordeiro. Disfarçam-se e enganam. Na hora de “dar o corpo ao manifesto”, abandonam e batem com a porta. O filho pródigo regressa à casa do Pai, arrependido. Mas esses regressam para a fotografia, para limpar a sua imagem; alguns defendem, convivem, pactuam com aqueles de que outrora, criticavam e andavam de candeias às avessas. Aqueles que se dizem lideres, responsáveis têm tentado adormecer o povo. Até preferem um povo que não pense, não discuta, não reivindique. Alguns tentam demonstrar que está tudo bem, e que o mal e o problema são os outros; esses responsáveis dizem-se que estão no bom caminho, que a verdade está do seu lado e que procuram o bem para todos.
Acordai! Não é esta a realidade em que vivemos?
 
Os últimos anos foram de um desgoverno completo. Não havia dinheiro mas era preciso mostrar obra. Logo criaram-se mais PPP (Parcerias públicas Privadas). Com o aumento destas e a obrigatoriedade de as cumprir, os políticos hipotecaram o futuro de Portugal e dos portugueses com engenharias financeiras. Chegou a de pagar, logo o povo tem que pagar.
No dia 10 um sr. deputado e ex-secretário das obras públicas vem referir na TV “tenho 47 anos e neste momento sou apoiado pelos meus pais”. É lamentável que um representante do povo desrespeite aqueles que sobrevivem com pouco mais de 200€. É este tipo de políticos que governam o nosso país!?
Os políticos não estão interessados em resolver o problema do povo. Agora que começam a falar em redução do número dos deputados, já ninguém quer perder o lugar. Agora argumentam que os partidos pequenos serão os prejudicados. Pura mentira.
É uma questão de matemática e de proporcionalidade. Eles não querem falar de coisas sérias da perda das suas regalias. Muitos
 
dos leitores dirão que não vale a pena chover no molhado. Errado, na minha opinião, aquele que tiver consciência não pode ficar calado. Todos devem exercer o seu direito de cidadão, de pensar, de agir, de exigir, de reivindicar justiça. Ficar calado é lavar as mãos como fez Pilatos. Calar é consentir. Calar é pactuar. Calar é fazer silêncio por interesse. E aqueles que se refugiam no silêncio é porque são cobardes, egoístas e não lhes convém demonstrar o que pensam.
 
A IGREJA E A CRISE
São muitos os cristãos deste país que no seu dia-a-dia, voluntariamente, em muitas instituições fazem a sua caridade, isto é, generosamente, amam o próximo, dando um pouco de si mesmo. São muitas as Instituições que no plano social matam a fome a muitas famílias que, nestes tempos, atravessam muitas dificuldades. Este é o plano de acção, no terreno de muitos cristãos. Aqui a Igreja tem tido um papel fundamental. Mas não podemos esquecer que há muitas outras instituições e particulares, da sociedade civil, que também dão ajuda aos mais necessitados. Mas sem dúvida, a Igreja, é aquela que tem uma maior rede de apoio, onde tem demonstrado a sua capacidade e generosidade.
E onde está A IGREJA na sua intervenção cívica?
Outro plano social da igreja é a sua intervenção. Não política mas cívica em prol dos mais desprotegidos (crianças, doentes, idosos). São poucas as vozes da da Igreja que ousam apontar o dedo na ferida. Muitos de nós temos presente a crise na década de 80 e o papel de D. Manuel Martins, bispo de Setúbal.
Interveio na sua diocese contra a miséria, a fome, o desemprego. Ele foi chamado o “bispo vermelho”, porque era uma voz incómoda para o poder. Aliás, D. Manuel Martins, em 02-10-2012, em relação a esta crise escrevia: “Vamos ultrapassar… Para tanto, temos que descer todos a terreno, temos que acordar (“Acordai!”), sobretudo para pedirmos aos responsáveis que assumam a sua culpa e lancem mão às ferramentas da luta”.
Ramalho Eanes, em entrevista à Rádio renascença, afirma: “acho que a Igreja deveria ter uma voz mais activa”, no que se refere à intervenção cívica. Posição contrária é a do cardeal,  D. José Policarpo que entende que o papel da igreja “é desafiar os nossos cristãos a estar atentos em vez de tomar posição solene de condenação governativas”. Mas Ramalho Eanes defende que: “Quando alguns dos filhos de Deus e alguns dos irmãos estiverem em grande sofrimento, a igreja tem que os defender. A igreja tem que ter uma voz”.
D. Januário Torgal Ferreira, bispo das forças armadas é uma das vozes que se levanta contra as injustiças e desigualdades. Recentemente, numa entrevista à TSF dizia: não é com austeridade que se salva o país” e “se o primeiro-ministro vai em frente, deixa o país fortemente desgraçado”, ou melhor “uma parte do país”.
Como referiu D. Jorge Ortiga, não sei até que ponto este povo de brandos costumes poderá aguentar durante muito tempo”.  
Por isso, ACORDA !!!! Não te deixes enganar nem influenciar.
(Artigo escrito sem aplicar o acordo ortográfico)


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

AO MANUEL F. ALVES





No dia 28, a "partida" prematura do nosso conterrâneo e amigo, Manuel F. Alves, de 49 anos, surpreendeu-nos a todos. A sua partida deixa-nos mais pobres.


No último adeus, uma grande multidão quis despedir-se do Manuel Alves para demonstrar o apreço e carinho pelo seu exemplo de vida, de trabalho, dedicação, na comunidade como cristão e na sociedade como empresário.

Por isso, deixo aqui, a minha homenagem e um obrigado pelo que contributo no progresso, no diálogo e convivência cordial na nossa comunidade de Telhado.



Quando surgiu a notícia
Não queria acreditar que fosse verdade.
Mas confirmou-se. Tinhas partido!
A tua hora chegara subitamente, sem avisar.
Alguns sonhos ficam para trás.
Não houve tempo para te dizer uma adeus, um obrigado.

Por isso, é imensa a tristeza e a dor que sentimos.
Porque perdemos um amigo que estava em todos os momentos.
Um amigo que não voltava as costas aos problemas nem às dificuldades.
Perdemos um amigo que contagiava de alegria e entusiasmo tudo e todos.

Perdemos um amigo que tinha sempre uma palavra de conforto.
Perdemos um homem de coragem e
Que estava presente mesmo estando ausente.
Que estendia e segurava a mão daquele que precisava de uma força para se levantar.

Por onde passaste deixaste a tua marca.
A força, a coragem, a ousadia, a alegria, a solidariedade.
Apesar da correria da vida, e da exigência empresarial,
estavas atento e vivias as preocupações e anseios da comunidade.
Podíamos contar sempre contigo.
Eras o primeiro a apoiar e a dar força para avançar.
O nosso obrigado! A nossa gratidão!

Partiste, mas só fisicamente!
Ficarás na memória de todos os que cruzaram, de qualquer forma, na tua vida.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Neste Natal podemos poupar em tudo, menos no que podemos dar

Todos os anos, por altura do Natal, a Rádio Renascença (RR), lança uma campanha para ajuda de uma instituição.

Este ano devido ao acentuar da crise e porque é verdadeiramente urgente ajudar milhares de portugueses que precisam de alimentos, trabalho, roupas, apoio médico ou financeiro, entre muitas outras coisas, a Renascença juntou-se à Sociedade de São Vicente de Paulo.

A Sociedade de São Vicente de Paulo trabalha em proximidade com as comunidades em que se encontra (existem 805 conferências vicentinas no nosso país). Entre as actividades que desenvolvem encontram-se as visitas domiciliárias, uma parte fundamental da actividade vicentina.

A primeira conferência de S. Vicente de Paulo foi fundada em Paris, em 1833, por 7 jovens universitários, entre os quais se encontrava Frederico Ozanam. As conferências vicentinas chegaram a Portugal em 1859. Grupos semelhantes espalharam-se rapidamente por todo o mundo.O fundador da Sociedade de São Vicente de Paulo, Frederico Ozanam, costumava dizer que “desejava abraçar o mundo inteiro numa rede de caridade”. E é mesmo isso que os vicentinos fazem, por isso pedimos a sua colaboração neste Natal. Afinal, nesta altura podemos poupar em tudo, menos no que podemos dar.
Pode deixar o seu contributo na conta “Natal Renascença”:

Conta: 0000 6303 6809NIB: 0007 0000 00063036809 23

No Multibanco - os campos entidade e referência devem ser preenchidos repetindo o número 7.

Pode consultar todos estes dados na página oficial da Rádio Renascença:


Faço referêcia a esta campanha porque em Telhado existe, desde 13 de Outubro de 2007, conferência Vicentina.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

ANO PASTORAL 2011-2012 - Ano dos Conselhos Pastorais Paroquiais?

Desde há longa data que Dom Jorge Ortiga tem tentado incutir a ideia dos Conselhos Pastorais Paroquiais (CPP). Em muitas paróquias, tal como em Telhado, a sua criação ainda não aconteceu. Na sua mensagem no vídeo de lançamento do ano Pastoral 2011-2012, subordinado ao lema: “A Igreja alimenta-se da Palavra. Um povo que produza os seus frutos”.

D. Jorge Ortiga afirma: “Temos diante de nós o dever e a obrigação não só de fazer com que os conselhos pastorais paroquiais funcionem mas que ao mesmo tempo eles tragam um ritmo novo à nossa comunidade”, que deve estar “atenta aos sinais dos tempos”. Salienta ainda que os Conselhos Pastorais “nunca” se devem tornar numa “mera estrutura, mas uma verdadeira experiência de comunhão, diálogo e discernimento dos melhores caminhos, para que a Palavra transforme o coração das pessoas”.
O que é um CPP? É um organismo, presidido pelo pároco, constituído pelas comunidades de vida residentes na paróquia, pelos representantes dos grupos paroquiais (escuteiros, corais, juventude, movimentos de casais, confrarias, movimentos de acção sócio-caritativa, e outros movimentos, etc....
No dia do Arquidiocesano do Catequista, 10 de Setembro, Dom Jorge Ortiga, já fazia referências aos CPP dizendo:

Há paróquias onde o seu serviço é já realidade consolidada; há outras que nunca ouviram, nem sequer falar da sua necessidade.”

Mas podemos ver paróquias onde já funcionam. Estas são aquelas que são possíveis ver online: http://www.paroquialandim.com/ e http://www.paroquiaaves.pt/.
E continua: “Caríssimos catequistas, será que vos poderei pedir que leveis a todas as paróquias este desejo dum Arcebispo, que apenas quer “presidir à caridade”, que espera que os Conselhos Pastorais Paroquiais funcionem na sua expressão estritamente paroquial ou intra-paroquial?
A qualidade da catequese também depende disto. Se eles existirem e funcionarem, como experiência concreta da comunhão, saberão renovar toda a pastoral numa fidelidade à doutrina eclesial e testemunhar a verdadeira unidade na paróquia, sempre em plena sintonia com a Arquidiocese.
Acreditai: trata-se de uma aposta que qualificará a catequese e todas as outras actividades pastorais. Caso contrário, continuaremos a ser comunidades que não produzem frutos, mas que se contentam com os agraços.”
Estes são os desejos do Pastor diocesano, o Arcebispo Primaz. Por isso, os CPP são imprescindíveis para que o povo de Deus concretize as suas 4 funções básicas da acção eclesial no meio do mundo: evangelizar, catequizar, celebrar a fé e vivê-la por meio do exercício da caridade.


PORQUE SE RESISTE ÀCRIAÇÃO DOS CPP??

Durante muitos anos a Igreja fechou-se sobre si mesmo. Era essa a realidade até ao Concílio Vaticano II. Mas, manteve-se para além e nalgumas comunidades até aos dias actuais. Responsabilidade da própria hierarquia da Igreja. Porque, a criação dos CPP não é retirar poder a ninguém mas gerar comunhão, partilha na comunidade. A Igreja não pode afirmar-se como simples massa de pessoas baptizadas que vão à eucaristia e vivem uma religiosidade individualista. O cristão não pode viver isolado em si mesmo. Porque isolado não gera comunhão. Todos somos Igreja e todos fazemos Igreja, isto é, fazemos parte de um Povo com carismas diversificados. É esta diversidade de dons que enriquece a Igreja. Mas para isso, é necessário que cada um assuma a responsabilidade na Igreja. Trabalhar em Igreja implica interpelar, estimular, desafiar, dialogar, compreender, etc. Não somos todos irmãos e discípulos de Jesus Cristo?

Tem razão Dom Jorge Ortiga ao afirmar que os CPP "não são um mero exercício de “democracia pastoral”, mas aposta na presença de Cristo no meio de “dois ou mais”, que se amam com seu amor, edificando, assim, a verdadeira Igreja como Sacramento do Seu amor salvífico".

Relembro o tema para este ano Pastoral:“A Igreja alimenta-se da Palavra. Um povo que produza os seus frutos”. Se olharmos para a parábola da vinha do Senhor (27º Domingo: um Senhor planta uma vinha com todo o cuidado e tecnologia; confia-a a uns vinhateiros, conhecedores da profissão. Quando chega o tempo da vindima, manda buscar a colheita e é surpreendido. Os vinhateiros não entregam os frutos e maltratam os enviados... nem sequer respeitam o próprio filho do dono.E Chegam a matá-lo.
- A "Vinha" não será destruída, mas os trabalhadores serão substituídos...
Se a vinha é o Povo de Deus, na Igreja quem são os vinhateiros? Como poderá a vinha produzir frutos se os vinhateiros não cuidam da vinha que lhes foi confiada?
A proposta para este ano pastoral é exigente, tal como a Palavra. Mas se não escutamos a Palavra e não A pomos em prática, essa Palavra, não produzirá frutos.
Será a culpa da vinha ou dos vinhateiros?


FINALIDADES E VANTAGENS DA EXISTÊNCIA DOS CPP

O CPP é um verdadeiro instrumento de integração, de convergência de todos as forças evangelizadoras da paróquia.

A sua grande finalidade principal é a programação, animação, coordenação, informação da acção pastoral.

Poder-se-á apontar algumas das funções do CPP:

- Analisar a realidade da comunidade paroquial e do povo que tem que evangelizar procurando resposta mais adequadas à realidade.

- Elaborar, anualmente, com a colaboração de todos os grupos paroquiais, o plano pastoral da paróquia.

- Organizar o calendário das iniciativas.

- Coordenar o trbalho eclesial de todos os grupos paroquiais.

- No final do ano fazer uma revisão da acção pastoral desenvolvida na paróquia e ver se está de acordo com o plano da Diocese e do arciprestado, etc...

A responsabilização, a distribuição de tarefas permanentes tem vindo a defender na paróquia de Telhado, pelo menos desde Janeiro 2006. data em que entreguei pessoalmente uma carta ao Pároco de Telhado e da qual trancrevo:

Senhor Padre Carneiro,
Como já referi algumas vezes, e até em público, a nossa paróquia tem tudo…mas está desorganizada.
O Sr Padre Carneiro, tem responsabilidades que deveriam ser assumidas pelos leigos, pelos cristãos desta paróquia. Há tarefas que precisam de ser confiadas, distribuídas. Enquanto, tal não suceder,
Posso enumerar diversas:
Salão Paroquial: manutenção, limpeza, obras, abertura/encerramento Bar do salão: que deveria ter estatuto próprio e com regras pré-definidas relativa à sua exploração.
Igreja: limpeza, ornamentação, segurança, iluminação, sinos,
A Liturgia: os grupos corais, os acólitos, os leitores, as zeladoras, os ministros extraordinários da comunhão…
Parte Comunitária: o passeio paroquial, a festa de Natal, Mês de Maria e procissão de velas.
E mais que poderia mencionar.
Poderá perguntar e pessoas responsáveis para isto? Quem? Afirmo que felizmente esta paróquia tem pessoas que querem trabalhar e que são capazes de o fazer. Mas desta forma não tenhamos ilusões: a paróquia está à deriva.
Se de facto o Sr Padre Carneiro pretende concretizar as quatro obras que já referi, é preciso mudar atitudes, mudar comportamentos. “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, não acredito que se aplique a Telhado.


Esta foi uma parte da minha exposição escrita em 2006. Já lá vão 5 anos. O tempo passa e tudo permanece.

domingo, 11 de setembro de 2011

BODAS DE OURO SACERDOTAIS EM VALE S. COSME

Monsenhor Joaquim Morais da Costa celebrou neste domingo dia 11, na comunidade paroquial de Vale S. Cosme as suas Bodas de Ouro Sacerdotais. A comunidade reuniu-se e uniu-se para homenagear um filho da Terra. Vale S. Cosme demonstrou que não esquece os filhos da terra. Por isso, prestou esta homenagem pelos 50 anos de sacerdócio e serviço à Igreja.
Mosenhor Joaquim Morais nasceu a 14 de Outubro de 1936. Entrou no Seminário de Braga em 1948 e é ordenados presbítero em 15-08-1961. Desde 1972 a 1999 é pároco de S. Victor, em Braga (com seu irmão P. José Morais da Costa). Desde 1999, é Reitor do santuário do Sameiro, Braga.
"Sou feliz" é uma das frases de Monsenhor Morais da Costa. Se dúvidas houvesse, estariam desfeitas para quem conhece e conviveu com este "homem de Deus". A sua sua energia, alegria e entusiasmo que sempre demontrou ao longo destes 50 anos de sacerdócio. Empenho, verticalidade, generosidade, bondade, entrega, humildade e simplicidade foram muitas das qualidades que alguns dos intervenientes realçaram do Monsenhor Morais da Costa.
Nesta cerimónia, Monsenhor Morais da Costa quis juntar muitos daqueles que "de 1948 a 1961 e longo da minha vida de sacerdócio viajaram na mesma carruagem, e em diferentes apeadeiros mudaram de rumo." Convidou, também, os ex-seminaristas das comunidades vizinhas para partilhar a alegria de ser padre. "... ser padre é isto somente não ser de si nem dos seus para ser de toda a gente." (A. Correa de Oliveira).
Os paroquianos associaram-se em grande número a esta homenagem simples, mas com muita sobriedade; Concelebraram diversos sacerdotes, colegas e amigos, o Arcipreste de Famalicão, Pe Mário Martins e no já final da cerimónia marcou presença o Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga que também dirigiu uma palavra de apreço pelo seu trabalho e dedicação ao longo de 50 anos de sacerdócio. E lançou um apelo para as famílias, pai e mãe, servirem de eco de despertar de vocações, tal como o foram os pais do Monsenhor Morais.
No final da eucaristia de acção de graças um momento de convívio e confraternização para os convidados e amigos, no centro Social e Paroquial.
Parabéns pelos 50 anos e obrigado pelos vezes de convívio e recepção acolhedora na residência paroquial de S. Victor nos idos anos 1981, 1982... quando um grupo de seminaristas (de Telhado e Vale S. Cosme) aí se deslocava.


Agradeço ao Daniel Coelho pela cedência das imagens que aqui deixo.



domingo, 14 de agosto de 2011

WC'S FECHADOS EM DIA DE FESTA

É uma vergonha que num dia de festa o acesso aos quartos de banho (wc) pela porta do adro estivesse fechada. Continua a obrigar-se os velhos, aleijados a subir e descer escadas quando existe uma rampa.

Nesta freguesia de Telhado continua a não se respeitar os mais velhos, sobretudo o que têm dificuldade de locomoção e os deficientes. Diversos foram os comentários a este respeito. É lamentável que se transmita esta imagem de grosseria para quem nos visita. Nem sequer disponibilizamos os wc com acessos com dignidade e respeito pela diferença.
Não entendo a teimosia de obrigar as pessoas a descer à cave, subir as escadas até ao Rés-do-chão para depois voltar a descer à cave. masoquismo? Falta de respeito? Será isto vivência cristã?

Isto não foi distracção. Mas julgo que de mau gosto e de pouca sensibilidade.
Já tinha escrito a este respeito em 10-12-2010, quando o Pároco de Telhado decretou o fecho do acesso aos quartos de banho pela porta do adro. Aliás, foi construída lá uma rampa para acesso dos deficientes e pessoas com dificuldade de mobilidade. No entanto, são estas atitudes quem nos visita leva de Telhado. Infelizmente, muitos já estão habituados.
Haja moral para não falarmos na legalidade.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

NAS FÉRIAS VALE TUDO?!

Por estes dias muitos gozam as suas férias. Emigrantes regressam ao seu país, uns para matar saudades, e outros para exibir os seus bólides.
Ora, muitos levam à letra: férias são férias, logo, vale tudo. Errado. Enquanto uns gozam férias outros trabalham; enquanto uns querem divertimento total outros procuram o sossego. daí ser importante cada um respeitar as férias dos outros.

É como estar na praia e ser incomodado por aqueles que querem fazer do areal um campo de futebol. Muitas prais tem espaço para isso tudo, mas existem aquelas cujo areal é demasiado pequeno para os banhistas quanto mais para jogar futebol.

Por todo o lado multiplicam-se as festas, os festivaism, os arraiais... Eventos produtores de ruído, confusão e lixo. As autoridades nada fazem e também muitas vezes não podem agir. A lei não permite barulhos após as 22h00, mas paga-se uma licença e já pode haver música, baile. É assim o nosso país.
Mas parece ser normal. Porque uns gostam e os outros têm que suportar.
É o mês de Agosto. Vale tudo, menos respeitar os direitos dos outros. Por isso, nas estradas os impacientes não conseguem suportar as filas e não cumprem as regras de trânsito pondo em risco a sua vida e sobretudo a dos outros.

Nos locais de concentração, estaciona-se de qualquer maneira, por vezes ocupando o lugar que dá para duas viaturas ou mesmo em locais proibidos.
Nos santuários (Sameiro, S. Bento da Porta Aberta, Fátima e outros) multidões de pessoa não respeitam o silêncio próprio do local. Falam alto, parecendo um autêntico mercado. Há pessoas que até falam ao telemóvel dentro das igrejas. Já nem me refiro áqueles que se esquecem de o desligar ou silenciar e depois começam a tocar durante as missas. E nesses momento o telemóvel nem aparece, e toca, toca....
As férias podem ser tempo de encontro e diversão. Mas devem sê-lo dentro do respeito dos outros que procuram também o seu descanso.

As férias não podem ser uma escapatória para a permissão total. Pode valer tudo mas dentro do respeito dos direitos dos outros.

Boas férias!
 

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